domingo, 27 de julho de 2014

SUSTENTABILIDADE PROFISSIONAL: da TERRA ao PROFISSIONALISMO PESSOAL. ANDRÉA ROSA 26/01/2011

O termo “sustentabilidade” vem ganhando força. Definitivamente entrou nos contextos mais diversificados das agendas das empresas. Profissionais das mais variadas áreas procuram conhecer, aprofundar, repensar e pesquisar todo e qualquer conhecimento a respeito desse assunto. Pedro Jacobi, da USP e coordenador do Teia (Laboratório de Educação e Ambiente) autor de “Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade” afirma que “os grandes desafios para os educadores (...) são, de um lado, o resgate e o desenvolvimento de valores e comportamentos (confiança, respeito mútuo, responsabilidade, compromisso, solidariedade e iniciativa) e de outro, o estímulo a uma visão global e crítica das questões ambientais e a promoção de um enfoque interdisciplinar que resgate e construa saberes”.
                   Em “Pedagogia da Terra: ecopedagogia e educação sustentável” Moacir Gadotti, diretor do Instituto Paulo Freire, confronta o modo como produzimos, consumimos e convivemos de uma maneira mais radical e abrangente. Gadotti solicita para que tenhamos “um novo olhar sobre a educação, um olhar global, uma nova maneira de ser e estar no mundo, um jeito de pensar a partir da vida cotidiana, que busca sentido em cada momento, em cada ato, que ‘pensa a prática’ (Paulo Freire) em cada instante de nossas vidas, evitando a burocratização do olhar e do comportamento”.
                   Se de um lado temos esses e tantos autores, pedagogos, filósofos, pesquisadores levantando ações reais e concretas em busca de melhorias progressivas sobre a qualidade de vida atual e futura das pessoas que habitam na Terra, porque não repensarmos que não só a sustentabilidade ambiental, mas também a pessoal e profissional devem ser repensadas a partir de suas próprias práticas?
                   Todos nós temos convicção que os colégios são empresas vivas, pois quem compõe o espaço físico, são colaboradores e por tanto seres vivos.  Os quais sofrem e estão repletos de anseios, de satisfações, decepções e muitas alegrias. São pessoas que dão ideias, que fazem projetos, repensam suas potencialidades e práticas, buscam melhorias e até aceitam determinadas regras de sobrevivência.     
                   Pessoas que levam consigo princípios éticos, morais, criativos, inovadores, muitas vezes não só buscando uma realização profissional mas,  tentando atingir resultados pré-estabelecidos por si próprio.
                   Seres humanos que ainda não perceberam que o termo “sustentabilidade” está intimamente ligado a “uma nova maneira de ser e estar no mundo”.  
                   Repense junto comigo alguns pontos essenciais para gerarmos parte de nossa “sustentabilidade profissional”:
Ø  Assuma a responsabilidade por seus atos.
Ø  Desenvolva a disciplina pessoal.
Ø  Conheça suas fraquezas.
Ø  Alinhe suas prioridades e seus valores.
Ø  Admita logo seus erros e peça desculpas.
Ø  Tome cuidado dobrado com as finanças.
Ø  Coloque a família antes do trabalho.
Ø  Valorize as pessoas.
                   Entre tantas características a serem mais desenvolvidas em 2011, insira naturalmente mais uma: assertividade! Seja e busque ser assertivo. Pessoas assertivas aceitam melhor os obstáculos, os fracassos e as adversidades da vida, tirando sempre lições positivas dos mesmos e mantendo sempre uma frase positiva “bola pra frente” para atingir seus sonhos e objetivos, nunca se isolando das pessoas com as quais convive e mais que tudo levam a vida com uma grande dose de alegria.
                   O filósofo Mário Sérgio Cortella explica que seriedade não é necessariamente sinônimo de tristeza ou falta de humor. “O contrário de seriedade não é alegria, mas, sim, falta de compromisso”. Para ele, não há dúvida de que o tema ‘sustentabilidade profissional’ pode ser tratado com bom humor. “Por ser um tema sério, precisa de atração, sedução e conexão, e isso o humor pode oferecer. O humor serve para encantar e não apenas para distrair ou fazer desaparecer o foco. Como uma expressão inteligente da capacidade humana, espanta, interroga, surpreende, ensina e faz pensar”. 


Ainda não apareceu o Gandhi da sustentabilidade nem o Mandela da biodiversidade. Não apareceu nenhum Martin Luther King para a mudança do clima. Mas não basta um no mundo. Tem que ter aos milhões, em todas as atividades.”

Fernando Almeida.
Presidente executivo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Reinício das aulas.

Estar vivo em conflito permanente,
Produzindo dúvidas, certezas questionáveis.
Estar vivo é assumir a Educação do sonho do cotidiano.
Para permanecer vivo, educando a paixão,
Desejos de vida e morte, é preciso educar o medo e a coragem.

Medo e coragem em ousar.
Medo e coragem em romper com o velho.
Me do e coragem em assumir a solidão de ser diferente.
Medo e coragem em construir o povo.
Medo e coragem em assumir a educação desse drama, cujos personagens são nossos desejos de vida e morte.

Educar a paixão (de vida e morte) é lidar com esses dois ingredientes, cotidianamente, através da nossa capacidade, força vital (que todo ser humano possui, uns mais, outros menos, em outros anestesiada) e desejar, sonhar, imaginar, criar.

Somos sujeitos porque desejamos, sonhamos, imaginamos e criamos, na busca permanente da alegria, da esperança, do fortalecimento da liberdade, de uma sociedade mais justa, da felicidade a que todos temos direito.
Este é o drama de permanecermos vivos... fazendo Educação.

Madalena Freire.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Atendimento as escolas em 2013


Palestra para professores do Fundamental II e Ensino Médio - janeiro 2014



Grupo de docentes e coordenação - Guarulhos


Encontro de pais do Fundamental II e Ensino Médio - Angra dos Reis


Assessoria Pedagógica com equipe Diretiva - Zona Leste


Curso de aperfeiçoamento para professoras da Educação Infantil - Zona Leste


Palestra sobre "Dicas de Estudo" - alunos do Fundamental II - interior de São Paulo


Oficina da Leitura e da Matemática - Alfenas - Minas Gerais


Palestra para pais  e foto com equipe Diretiva


Assessoria com equipe Diretiva - Zona Leste


Palestra para pais- Educação Infantil



Curso para professores da Prefeitura- interior de São Paulo



Curso para professoras do Fundamental I e Educação Infantil


Curso de aperfeiçoamento para professores do Fundamental II e Ensino Médio - Pirituba


Curso para professores no Nordeste


Encontro com pais - palestra


Curso de aperfeiçoamento com professores em Belo Horizonte



Curso de aperfeiçoamento para professoras da Educação Infantil e Fundamental I - Zona Leste


Curso de aperfeiçoamento para professores do Fundamental II e Ensino Médio - Jundiaí


Reencontro com ex-aluna. Atual diretora de uma EMEI


Curso de aperfeiçoamento com professores do Fundamental II e Ensino Médio  Rio de Janeiro


Curso de aperfeiçoamento com professores do Fundamental II e Ensino Médio  Nordeste - Salvador


Curso de aperfeiçoamento para professores do Fundamental II e Ensino Médio

Assessoria Pedagógica - Direção


Fotos tiradas por participantes da palestra em São José do Rio Preto - 2012




segunda-feira, 25 de junho de 2012

A catedral



A catedral.

                   Uma catedral magnífica estava sendo erguida. Já se elevava acima das estruturas de todo o país e não tinha sequer atingido a metade da altura planejada, Nemo coberto um quarto do terreno à ela destinado. Os incomparáveis afrescos, os maravilhosos vitrais, os elaborados entalhes – eram ainda idéias na cabeça do arquiteto e da equipe de mestres artesãos por ele montada.
                   Quando o arquiteto caminhava pela estrada poeirenta  para ir inspecionar o andamento de sua criação, passou por três homens labutando sob o escaldante sol do meio-dia. Os três eram jovens na flor da idade. Os três faziam a mesma tarefa. Uma tarefa penosa, árdua. Cada um pegava um bloco de pedra, colocava-o sobre uma grande pedra chata e batia nele com uma marreta até que ele se quebrasse. A cada um ele fez a mesma pergunta: “O que você está fazendo, meu jovem, e por que o faz?”
                   O primeiro homem respondeu: “Você não vê o que estou fazendo? Estou quebrando pedras, e o faço porque recebo meu pêni por dia”.
                   O segundo homem respondeu: “Estou fazendo as pequenas pedras que serão usadas nas paredes daquela construção ali, e o faço para alimentar a minha família”.
                   O terceiro homem respondeu: “Estou ajudando a construir aquela maravilhosa catedral ali. Quando ela ficar pronta, virá gente de muitos países para admirar suas maravilhas. E o faço para aprender, porque, verdade seja dita, posso ganhar um ordenado melhor, com menos esforço, trabalhando como aprendiz”.
                   Num impulso, o arquiteto chamou seu assistente e lhe pediu que acompanhasse a vida de cada um daqueles três homens ao longo dos anos.
                   Quatro décadas depois, o primeiro homem tinha morrido. Ele permanecera operário braçal, trabalhando por dia em tarefas ainda mais vis quando perdeu a força física.  Segundo homem se aposentará com modesto conforto. Ele acabará se tornando um artesão e adquiria a reputação de um trabalhador confiável, embora pouco criativo.
                   O terceiro homem? O arquiteto não precisou perguntar a seu respeito. Sua fama continuava a crescer, e os maravilhosos edifícios que concebera povoavam a região.            

domingo, 22 de abril de 2012

O Livre arbítrio, baseado no filme “Agentes do destino”.

O Livre arbítrio, baseado no filme “Agentes do destino”.



- “O que houve com o livre arbítrio?” Questiona David, personagem de Matt Damon.

- “Já tentamos o livre arbítrio antes. Depois de os levarmos da idade da pedra, da caça e da coleta às alturas do Império Romano. Nos afastamos, para ver como se virariam sozinhos. Ganhamos a Era das Trevas por cinco séculos até decidirmos intervir e já era hora de voltar. O ‘cabeça’ decidiu que deveríamos nos esforçar mais ensinando vocês a andar de bicicleta antes de tirar as rodinhas laterais. Assim, demos a vocês o Renascimento, o Iluminismo, a Revolução Científica. Durante 600 anos os ensinamos a controlar seus impulsos usando a razão. Então em 1910, nos afastamos novamente. Nos 50 anos seguintes, nos trouxeram a 1ª Guerra Mundial, a Depressão, o Fascismo, o Holocausto, culminando no fato de colocarem o planeta inteiro à beira da destruição e linear durante a crise dos mísseis cubanos. Naquela hora foi decidido que deveríamos interceder de novo antes que fizessem algo em que nem nós pudéssemos dar jeito. Você não tem livre arbítrio. Tem apenas o aparente livre arbítrio”, responde ‘o cara’.

- “Não acredito nisso, pois tomo decisões todos os dias”, retruca David.

- “Você pode decidir que pasta de dente usar, o que beberá ou comerá no almoço, mas a humanidade não tem maturidade para controlar o que é importante”, alerta ‘o cara’.

- “Então, o que sei é que vocês cuidam do que é importante. Até onde sei, o mundo é um caos”, replica David.

- “Mas, inteiro. Se ficasse em suas mãos, não estaria”, responde ‘o cara’.

Nesse final de semana, assisti ao filme “Os agentes do destino” o qual escolhi aleatoriamente entre tantos. Seguindo a suposição de que bons atores fazem bons filmes, tirei esse entre tantos outros. Tive o privilégio de ouvir e destacar para todos, um dos diálogos mais significativos dentro de um filme. A produção ‘americanizada’ em si, foi enigmática, como tantas outras. Porém, coube uma dose do repensar se podemos intervir e escolher nossos próprios caminhos.


Um filme que retrata um romance, mas que circunstâncias misteriosas e esforços ocultos tentam atrapalhar. Quase no final do filme, surge ‘o cara’, o qual pode ser interpretado como um anjo, um ser místico ou um ‘agente do destino’ que dialoga com Matt Damon. Em particular, considerei esse diálogo interessante e em partes, reflexivo. Por retratar o quanto pode ser ou tornar-se problemático, deixar ‘tudo’ nas mãos do homem. Do ser chamado ‘humano’.           

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Museu da Língua Portuguesa


                   A cidade de São Paulo possui inúmeros locais que valem a pena conhecer e apreciar. Tive o privilégio, nesta Páscoa, de fazer um passeio cultural até o Museu da Língua Portuguesa e conhecer um pouco mais da vida e da obra desse paulistano, filho único, que morou no Brás e no Centro da cidade, José Oswald de Souza Andrade.
                   Logo no 1º andar, somos recebidos por essa tela, a qual retrata muito bem os sentimentos dos brasileiros com relação a língua materna:
 



                   O caderno educativo entregue aos visitantes faz uma bela provocação sobre como seria o perfil desse irreverente, polêmico, boêmio, jornalista, escritor e promotor de artes, nos dias atuais numa dessas redes sociais.
                  
                   Reproduzo abaixo, essa deliciosa brincadeira:
  


                   Pude assistir ao curta metragem sobre a origem da nossa língua e ouvi por vinte minutos trechos das mais variadas poesias que estão vivas e presentes nas cenas do cotidiano, nos sons, gestos, toques, momentos, quando percebemos o mundo. Foi delicioso! Veja abaixo o quanto que os poemas estão presentes e não são ditos, escritos e construídos aleatoriamente:

 



                   Entre tantas menções, gostaria de compartilhar com vocês um trecho da poesia “Pisca-pisca” de Monteiro Lobato:

Anote algumas sugestões bibliográficas de Oswald de Andrade:
Ø      Dicionário de bolso.
Ø      Primeiro caderno do aluno de poesia de Oswald de Andrade.
Ø      Feira das sextas.
Ø      Um homem sem profissão.
Ø      Ponta de lança.
Ø      Serafim Ponte Grande.




"– A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais [...] A vida das gentes neste mundo, senhor Sabugo, é isso. Um rosário de piscados. Cada pisco é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e por fim pisca pela última vez e morre. – E depois que morre?, perguntou o Visconde. – Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?"