Baseado no Best-Seller de Richard Bach, quando o autor revela que todos nós temos um Fernão Capelo Gaivota interno. “Para as pessoas que inventaram as suas próprias leis quando sabem ter razão; para as que têm um prazer especial em fazer coisas bem feitas, nem que seja só para elas; para as que sabem que a vida á algo mais do que aquilo que os nossos olhos veem. É uma história com sentido. Para todas as outras, ela será na mesma uma aventura sobre a liberdade e o vôo para além de limites provisórios”. Vale a pena ler a obra e assistir ao filme. "Não se preocupe em tomar a decisão certa... Pois ela não existe..."
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Ensaio sobre a cegueira
Baseado no romance de José Saramago, a obra conta a história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre uma cidade não identificada. A “cegueira branca”, assim chamada, faz com que as pessoas vejam apenas uma superfície leitosa. Apenas a mulher de um médico não é afetada pela doença. Não é uma obra fácil de ser lida, por vários motivos, incluindo a disposição ortográfica e o contexto filosófico, mas também porque mexe com nossos nervos e sentimentos profundos. O próprio autor relatou numa entrevista "Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso."
O filme foi dirigido por Fernando Meirelles, o mesmo diretor de “O jardineiro fiel” e “Cidade de Deus”. Um filme rico, emocionante, um pouco aflitivo, cheio de significados e que mexerá com os sentimentos mais profundos e obscuros. Vale a pena assistir e tirar suas próprias conclusões sobre o ser humano.
O Pequeno Príncipe
Um clássico da Literatura, agora disponível em vídeo. Vale à pena reler o livro e assistir ao filme que eternizou Antoine Jean Baptiste Marie Roger Foscolombe de Saint-Exupéry. Seu maior romance, escrito enquanto estava exilado nos Estados Unidos. Uma obra profunda, reflexiva, de certa forma nostálgica que nos faz voltar ao passado, à infância e rever conceitos que foram encobertos pelo tempo, pelas amarras e algumas amarguras que não nos permitem mais olhar a vida com simplicidade e transparência.
O Pequeno Príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do Pequeno Príncipe e o levou a fazer uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu descobrir o segredo do que é realmente importante na vida.
Cada um lê a obra, interpretando-a de acordo com seus conceitos e valores. Existe a possibilidade de fazermos um estudo sobre cada personagem que aparece, descrevendo sua estrutura emocional, seus aspectos psicológicos e sociais. Além do livro e do filme, vale a pena buscar locais que estão expondo o trabalho. Como aconteceu no ano da França em 2009, na OCA, Parque do Ibirapuera em São Paulo, com espaço para conhecermos os Direitos das Crianças e até 28 de julho de 2011, aconteceu outra bela exposição no shopping
Iguatemi em Porto Alegre. "Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante".
Prova de Fogo
O filme fala da vida de Akeelah uma menina de 11 anos, que não se encaixava em lugar nenhum, até um professor começar a treiná-la para o desconhecido caminho dos concursos de soletração. Com sua ajuda Akeelah vai descobrindo possibilidades, desenvolvendo capacidades e influenciando os que estão à sua volta com sua grande coragem e determinação. Enfrentando a objeção de sua mãe, o ciúme de sua melhor amiga, as diferenças sociais e as dificuldades no relacionamento com o professor, Akeelah vai passando por todas as etapas do concurso, até ser classificada para a grande prova de fogo de sua vida, a final nacional em Washington.
Se assistirmos ao filme com um olhar atento, veremos que grande parte do comportamento da atriz, interpretada por Keke Palmer, nos remete a lembrarmos dos alunos que possuem TDHA ou até mesmo Dislexia. Uma menina que possui uma capacidade incrível de verbalização das palavras, pronúncia adequada, alto grau de comunicação e oratória, porém uma grande dificuldade com a escrita e falta de concentração. Além de não ter confiança em si própria. Em seus treinos, para competir no concurso, o professor universitário, Laurence Fishburne, incentiva essa conquista utilizando de movimentos físicos, para atrair e desenvolver sua concentração, trabalha a auto-estima da aluna, busca desenvolver na mesma habilidades até então desconhecidas e incentiva a leitura. Vale a pena assistir e passar parte do filme para os alunos a fim de que percebam que estudando e tendo esforço é possível vencer!
UP: Altas Aventuras
Mais um belo desenho produzido pela Pixar. O enredo conta as aventuras que Carl, um idoso viúvo com seu sonho de se mudar para o magnífico “Paraíso das Cachoeiras”, na América do Sul carregando sua casa e conhece Russel, um garoto escoteiro amante da natureza com seu sonho de protegê-la. Ambos na viagem, se deparam com Muntz, o explorador difamado buscando restabelecer sua reputação, Kevin uma tropical e rara e por fim com Dug um golden retriever falante e simpático.
Mesmo sendo um desenho animado, traz muitas significações para trabalharmos e refletrimos sobre encontros intergeracionais entre idosos e adolescentes. Percebemos que nos dias atuais, é importante e necessário estimular o convívio e a aprendizagem entre essas duas gerações. Desmistificar preconceitos relativos ao envelhecimento. Desistir de uma vez da discriminação, dos estereótipos. Ressaltar a necessidade da troca de experiências, que é possível ter vínculos afetivos, humanizar as pessoas em relação aos outros, motivar a descobrirem e atingirem objetivos em comum. Afinal, no desenho são abordados todos esses pontos e os valores que cada um deles traz enquanto “importância pessoal”. Afinal, Carl leva consigo sua casa e Russel, sua mochila. Qual deles carrega “coisas mais importantes”?
“Nossa juventude adora o luxo, é mal educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus”.
(Sócrates 470-399 a.C.)
As Confissões de Schmidt
Jack Nicholson interpreta um homem que 60 anos que precisa lidar com a recente aposentadoria e também com a morte repentina de sua esposa. Incerto sobre seu futuro e também sobre seu passado, ele parte em uma jornada rumo ao Nebraska para ajudar no casamento de sua filha que se casará com um vendedor de camas d'água. Entretanto, cada novo passo que Warren (personagem de Jack Nicholson) dá, parece ser sempre errado, fazendo com que ele acredite que o fim de sua vida será igual ao seu passado: um grande fracasso. Até que Warren decide dividir sua jornada com um inesperado amigo: um jovem garoto da Tanzânia com quem se corresponde. Em suas longas cartas ao garoto, Warren expõe sua história e passa a ver com outros olhos sua própria vida.
Um filme reflexivo que vem de encontro com a realidade de muitos brasileiros que se aposentam, após anos e dedicação dentro de uma empresa e de repente se vêm, sem grandes objetividades, perspectivas futuras e sentindo-se “velhos”. Não conseguem perceber que a vida ainda reserva grandes possibilidades e surpresas e que a longevidade dos brasileiros está mudando, portanto seus anos de vida, só estão reiniciando! Assim como a vida real de muitos idosos, esse filme retrata de situações similares como: família, situação financeira, projeto de vida, aposentadoria, perdas, traição, amor... Vale a pena conferir!
Vem dançar comigo
Um filme inspirado na história real de Pierre Dulaine, um professor e competidor que ensina dança de salão como voluntário a um grupo de alunos carentes e problemáticos do Ensino Médio do centro de Nova York. Nos EUA, considerado o High School. Para nós educadores, o filme revela de forma clássica que a aprendizagem é uma estrada de mão dupla, onde não só alunos aprendem com professores, como eles também são fonte de rico conhecimento. Quando acontece essa parceria, os resultados são surpreendentes!
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