segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Sabores da Educação por Andréa Camargo.

Sabores da Educação por Andréa Camargo.


Diante da boa comida e da boa bebida nossa boca se enche de saliva. Não somos como o cão de Pavlov, mas temos o direito de saborear, fomos feitos com o paladar justamente para esse fim. O aluno precisa ter a oportunidade de saborear cada conteúdo que estuda e cada experiência que vivencia. Devemos RECRIAR O SABOR DO APRENDER!”
(Extraído do livro: Se a boa escola é a que reprova, o bom hospital é o que mata. 
Hamilton Werneck).
                  

                   Quando nos remetemos a pensar e refletir sobre a frase de Werneck, sinto que a mesma instiga a repensar sobre os SABORES da Educação. Pensamos o que seja essa tão admirável sensação. Uma sensação em apreciar sabores diferentes, novos, outros velhos conhecidos e até prediletos, alguns que serão repetidos várias vezes de tão saborosos e suculentos. Outros serão marcados pelo gosto meio ruim, um pouco amargo. Existirão gostos que sequer poderemos provar, pois nunca estarão ao nosso alcance. Esses SABORES só poderão ser aceitos ou criticados se permitirmos que nossa sensação seja aguçada. Paulo Freire dizia que temos que aguçar nossos sentidos e ampliá-los. Entre os muitos sentidos que ele tanto descreveu e nos envolveu a descobrirmos. Um deles, a arte da leitura. Mas não uma leitura simples e sem sabor, porém a leitura infinita de mundo. Esse mundo que nos permite sentirmos experiências, o que para muitos seria dito apenas como “experimentar” ou “viver experiências”; mas eu iria além, diria que experimentar experiências até antes não descobertas, nos dá um SABOR de algo novo, possibilidades, inovação, (re)descoberta, desafios, interesse, questionamentos, hipóteses e certezas. Um “experienciar”! Quando vivemos essas experiências com ternura, profundidade, paixão merecem ser consideradas e compartilhadas, independente para quem ou por que foram experimentadas. De repente foram ou serão SABOREADAS por alguém mais novo, não importa, pois experiência de vida, não é sinônimo de idade avançada, mas de ação e sentimentos aguçados. Eu diria ainda que muitos adolescentes e jovens sabem apreciar os inúmeros SABORES que esse mundo lhes oferece, como as sensações que determinadas músicas nos proporciona, o som que vem das ruas e para nós é confuso, as expressões das pessoas quando se pronunciam e manifestações e atos heroicos, ter sensibilidade em atuar quando necessário e recuar quando solicitado, discutir e interiorizar imagens e cenas, perceber a importância da perda de tantas vidas diariamente e a complexidade que isso gera nas famílias, violar códigos de ética respeitando limites do próximo, reconhecer, saber perder, tentar ganhar de forma limpa, ser um líder, transmitir SABORES de vitórias pessoais, torcer pelo certo e se não souberem experimentar nem valorizar todo um conhecimento novo, valerá a pena insistirmos. Enquanto formadores de opinião, nosso papel também é estimular as pessoas a SABOREAREM a vida num todo. O máximo com gostinho de “quero mais”. Piegas? Não. Apenas “RECRIAR O SABOR DO APRENDER!”  

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domingo, 17 de janeiro de 2016

É bom trabalhar!


Momento equipe (semana de 11/01 a 15/01)

Momento equipe  (semana de 11/01 a 15/01)

Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas possa mudar o mundo. De fato, sempre foi assim que o mundo mudou”. A antropóloga americana Margaret Mead que o diga. Sempre ouvimos exemplos nas mídias que pequenos grupos de pesquisadores, cientistas, desbravadores, políticos, revolucionários, atletas, escritores, arqueólogos entre tantas outras profissões ou não, alteraram o percurso mundial. Acredito e vejo que até hoje isso é possível. Dentro de uma instituição de ensino não poderia ser diferente. Aliás, não deveria acontecer de outra forma. São pequenos grupos de estudantes se organizando para muitas ações (notoriamente esperamos que seja sempre para o bem), pequenos grupos de professores que se unem em nome de um projeto em comum e porque não mencionar o que vivemos essa semana. O “pequeno” grupo de coordenadoras, orientadoras e Direção criando “notas musicais” para que uma única partitura fosse escrita com perfeição em prol da semana pedagógica e de todas as ações anuais que estão por vir, serão tocadas com maestria.

Isso aconteceu essa semana quando pudemos nos reunir em um local espetacular, o que favoreceu e muito o planejamento e a reestruturação das boas vindas para os professores. Organização não só da semana pedagógica, mas também das reuniões anuais, as normativas deliberadas tanto para ações pedagógicas quanto administrativas, o replanejamento de estratégias sobre tudo que deu certo ou errado no ano anterior, projeções, ações, construções, replanejamentos...

Esses momentos deveriam acontecer sempre em todas as escolas. Um momento reservado para que equipe gestora reveja o ano que passou e planeje o próximo ano. Se for num ambiente externo à escola... melhor ainda! E sem falar nos convidados que podem apurar mais o olhar dessa equipe. Afinal, como brincamos “santo de casa não faz milagre”...rs... Trazer um personagem (palestrante) externo favorecerá essa análise mais crítica sobre os movimentos que planejam. Felizmente pude estar ali presente e contribuir com mais um olhar. Mas infelizmente, como todos os anos fazia participando como palestrante desses “momentos de replanejamento” dessa vez não pude aceitar os muitos convites dos colégios.  


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domingo, 10 de janeiro de 2016

Primeiras impressões de uma Coordenadora Pedagógica (CP).

Primeiras impressões  (semana de 05/01 a 08/01)

“A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens. A educação é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las a seus próprios recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as em vez disso com antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum”.


Inicio minha primeira semana me lembrando da citação acima de Hannah Arendt. Retomar um movimento diário e contínuo dentro de uma empresa é algo mágico. Tenho certeza, que muitas pessoas iniciam esse novo momento, cansadas. Desejando que as férias fossem ampliadas. O que poderia sugerir para todas as pessoas que enfrentam o retorno ao trabalho após curtos ou longos afastamentos: que olhem com satisfação para seu trabalho, para o ambiente onde irá atuar e relembre o motivo que o fez assumir com responsabilidade esse cargo que ocupa. Inicie com a mente aberta. Foi o que aconteceu comigo. Cada colégio é um, cada ambiente interno também. Assim como as muitas faixas etárias, as fases das infâncias e adolescências, da mesma maneira, a realidade em que a escola está inserida. Mas uma coisa não muda: a ansiedade pelo ano que está começando e o que está porvir. Essa semana estive “sozinha” sem a tão “amada” assistente (que a maioria das CPs têm), pois a maioria ainda permanece de férias. Foi um bom momento para observar o local, registrar rotinas, planejar ações, conhecer algumas pessoas que já retornaram, como exemplo, as professoras do curso Integral. Reconhecer processos próprios e internos, levar documentos referenciais para ler e fundamentar ações sobre aquela realidade, atender alguns pais bastante ansiosos e principalmente conhecer o material didático. Como disse... mente aberta e receptiva. 


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