Mostrando postagens com marcador poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de março de 2015

Ensinamentos e Um Brinde - MOA


Andando em Conservatória, tive o prazer de conhecer esse poeta! Que beleza poder multiplicar sua arte. Livro: Lavoura de Amicus, Moacyr Sacramento, o MOA.

ENSINAMENTOS – pág. 35

Ensine à seta o rumo mais preciso,
ensine o corpo o gosto do cansaço.
Ensine o choro a música do riso,
ensine aos braços o apertar do abraço.

Ensine ao laço a desfazer o nó,
Ensine ao mar o dom da gota d’água.
Ensine ao passo que é triste andar só,
ensine ao peito a desfazer a mágoa.

Quem sabe, assim, ao longo de mil passos,
Se faça o riso alegre acompanhar;
o nó desfeito se refaça em braços

e, num abraço, a gota aceite o mar.
Quem sabe, assim, sem mágoas, sem cansaços,
A seta encontre o Alvo em seu chegar.


UM BRINDE – pág. 51

Eu brindo ao adversário vencedor
por me haver ensinado
Que a vitória é possível
Eu brindo à chance que tive
de vencê-lo e perdi
por me haver ensinado
que preciso de mais treino
Eu brindo ao tatame
que aparou minha queda
por me haver ensinado
que era urgente levantar
Eu brindo ao meu esforço derrotado
por me haver ensinado a não temer a luta
Eu brindo ao suor
que banhou minha fronte
por me haver ensinado
que não há vergonha
Eu brindo à brisa que soprou meu machucado
por me haver ensinado
a mitigar a dor da alma
Alma que lutou tão-só por crescimento
que buscando na vitória o regozijo
encontrou na derrota ensinamento.

Você ainda não conhece Conservatória? Nem os talentos de lá? Então curta o Blog abaixo, feito com muito talento pela Karla (viaje com ela):

Para conhecer com mais “intimidade” o MOA, veja o Blog:

http://www.casadopoetaatelie.com.br

_____________________________________________________________________


quarta-feira, 26 de novembro de 2014


VOCÊ CONHECE: CLARICE PACHECO? 

                   Clarice Pacheco (1989-2002) foi uma jovem escritora brasileira. Nasceu em Porto Alegre - RS, onde sempre morou. Desde muito pequena adorava ler, os livros foram sua grande paixão. Aos quatro anos começou a ler, escrever e criar histórias. As primeiras tinham apenas desenhos. Aos poucos foi acrescentando diálogos curtos e textos reduzidos até escrever narrativas completas.
                    Gostava muito de desenhar e por isso expressava suas ideias através de desenhos. Escreveu poesias, histórias infantis ilustradas por ela mesma, contos e até uma novela juvenil. Do convívio diário com seus amigos e colegas de escola encontrou inspiração para criar os enredos e caracterizar os personagens. Descreveu com nitidez como é o dia a dia dos bichinhos de estimação em duas histórias que têm Floquinho e Pluminha como protagonistas.
                  Estudou até a oitava série no Colégio Leonardo da Vinci-Alfa. Apesar da pouca idade, acumulou uma produção literária considerável. Aos treze anos e meio não resistiu a uma cardiopatia grave.
                 Após sua ausência a família organizou seus escritos em cinco obras póstumas:
  • Cadernos de Poesias; O Tempo de Cada Um (novela juvenil); e Um Dia na Vida (contos), destinadas ao leitor jovem, foram publicadas em 2003;
  • Um Amor de Cãozinho I - Floquinho e Um Amor de Cãozinho II - Floquinho e Pluminha, destinadas ao leitor infantil, foram publicadas em 2004.

                   Além de histórias e poesias, Clarice deixou muitos desenhos que retratam a dimensão de sua sensibilidade e talento. Com muito esmero, passava horas montando livros em miniatura, sobre assuntos diversos, com capa, índice e tudo o mais. Conheça mais dessa jovem e da sua obra acessando o site: www.claricepacheco.com

Veja algumas de suas poesias:

Viajar pela leitura

“Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça 
na imaginação!”


  
Os professores da minha escola

“A professora de Matemática,
com suas contas complicadas,
falando em equações,
no Teorema de Pitágoras.

A professora de Português,
com seu modo indicativo,
falando em advérbios,
interjeições, substantivos.

A professora de Geografia,
com seus complexos regionais,
falando em sítios urbanos,
em pontos cardeais.

A professora de Ciências,
com seus ensinamentos ecológicos,
falando em evolução,
em estudos biológicos.

A professora de História,
com seus povos bizantinos,
falando na Idade Média,
no Imperador Constantino.

A professora de Inglês,
com seus don't, do e does,
falando em personal pronouns,
na diferença entre go e goes.

A professora de Artes,
com suas obras e seus artistas,
falando em artes ópticas,
em pintores surrealistas.

O professor de Educação Física,
com suas regras de voleibol,
falando sobre basquete,
em times de futebol.

Os professores da minha escola,
com suas matérias que às vezes não entendemos,
falando em todas as coisas,
que aos poucos vamos aprendendo”.

______________________________________________________________________