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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

terça-feira, 28 de julho de 2015

Programação para crianças (Tecnologia - 2ª parte)


Programação para crianças (2ª parte) 

A programação na escola seria uma disciplina ou uma competência transdisciplinar? Se estiver dentro do currículo que habilidades os professores precisam ter para ensinar programação? Qual seria a formação ideal de professores para usar essa ferramenta?   
“Se eu abrisse uma escola, a programação seria tanto uma aula separada quanto uma atividade transdisciplinar. Acho que devemos ter um foco especial para começar, mas depois usaríamos todas as diferentes disciplinas. De novo, isso é muito semelhante à escrita. Temos uma aula em que aprendemos a escrever e depois usamos a escrita em todas as disciplinas. Acho que dependendo da experiência do professor...ou que ele deveria ter.Acho que os professores têm de ter pelo menos um pouquinho de experiência para começarem a trabalhar com programação, mas não precisam de muita experiência. Acho que eles podem continuar aprendendo junto com as crianças. Isso pode parecer assustador para alguns professores, mas acho que faz parte da nova mentalidade que precisamos ter para trazermos novas atividades criativas para a sala de aula. O professor deve aprender com os alunos e fazer com que alunos mais velhos ensinem os mais novos e criar uma comunidade em que todos se ajudem mutuamente. Vemos isso nos clubes de Informática onde trabalhamos. Temos muitos tutores voluntários que vêm trabalhar com os jovens no Clube de Informática. Muitos dos tutores têm mas experiência em Arte e Música do que em Tecnologia e Programação, mas eles têm um papel muito importante porque ajudam as crianças a serem expressivas e as ajudam a preservar mesmo quando ficam frustrados, o que todas as pessoas criativas precisam aprender a fazer. Se aparece uma pergunta que eles não sabem responder, eles perguntam para outras pessoas e todas trabalham juntas. Acho que, com o passar do tempo, haverá mais conhecimento sobre isso na sociedade porque estamos em um momento difícil de transição, porque...Quando as crianças de hoje crescerem... E hoje muitas crianças estão começando a usar Scratch e Scratch Junior. Quando elas se tornarem professoras, daqui a 15 ou 20 anos, elas estarão mais aptas a fornecer suporte as escolas. Nesse momento de transição, acho que podemos introduzi-lo e os professores podem aprender o básico em um workshop e continuarem ampliando o conhecimento à medida em que trabalham com os alunos". 

Veja a entrevista na íntegra: 
https://www.youtube.com/watch?t=17&v=A95XkiJjcaM 

Experimente você professor e gestor a usar gratuitamente algumas ferramentas de programação: 
http://programae.org.br/

Projeto gratuito ensina programação para crianças. Saiba mais:
http://www1.folha.uol.com.br/tec/2014/10/1539308-projetos-gratis-ensinam-programacao-de-computadores-para-criancas.shtml  

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terça-feira, 2 de junho de 2015

12 sites que os professores devem conhecer para melhorar ainda mais suas aulas!

12 sites do Canal do Ensino para melhorar ainda mais as aulas! 

O Canal do Ensino está sempre em busca das melhores dicas para melhorar cada vez mais o relacionamento de professores e alunos e sempre aperfeiçoar os métodos de ensino e aprendizagem. Desta vez, trouxeram algumas sugestões de sites para professores que vão ajudar na organização, preparação de aulas e relacionamento. Na hora de ensinar e aprender, toda dica é bem vinda. Anote aí:

O Portal do Professor é um espaço criado pelo MEC (Ministério da Educação) para a troca de experiências entre professores do ensino médio e fundamental. É um ambiente virtual com recursos apropriados para professores como sugestões e orientações para criar uma aula, recursos educacionais, vídeos, textos, cursos, fóruns, links direcionados e eventos relacionados à educação.

A ideia deste site para professor é de criar uma biblioteca virtual sobre a capacitação de professores universitários e assim oferecer textos organizados em módulos. O site possui artigos para professores e algumas ferramentas úteis como atividades online, tradutores, jornais, bibliotecas online e todo tipo de dica que pode ajudar na educação.

O Site Alô Escola da TV Cultura reúne os conteúdos integrais de diversos programas produzidos pela TV Cultura e pelas Rádios Cultura AM e FM. Este rico material serve para complementar a atividade escolar, estimular o aprendizado, a pesquisa e auxiliar no aproveitamento escolar. O site é indicado para professores e alunos. Todos os trabalhos disponíveis no Alô Escola trazem propostas para abordagens dos temas além de informações complementares como bibliografia, discografia, filmografia e endereços de museus, logradouros ou sites que podem enriquecer a discussão de cada um dos assuntos.

Portal com dicas sobre educação para professores, estudantes e educadores. Você encontra artigos sobre tudo o que envolve a educação e ainda downloads de livros, cursos grátis, bolsas de estudo, materiais para concurso, ofertas de empregos, vídeo-aulas e sugestões para pais e filhos em época escolar.

O portal trata de assuntos como novidades do ensino, decisão política e ação técnica em prol da educação do país. Artigos e mais assuntos sobre educação para professores podem ser vistos através deste site oficial do governo.

Educacional
Fala sobre todas as etapas da educação começando pelo ensino infantil até o ensino médio. Informações especiais sobre o novo acordo ortográfico e temas para sala de aula, vestibular, banco de imagens, bate-papo, guia de profissões, diversos links, textos e artigos.

Reúne diversos materiais para professores que podem ser aplicados na sala de aula, aborda temas atuais da educação no Brasil e fala sobre o assunto “internet nas escolas“. Este site é um portal destinado à escola pública brasileira e outras instituições educativas com conteúdo para professores e estudantes.

Site para professores com muita informação pedagógica, fala sobre questões educacionais e reportagens da Revista Nova Escola. Planos de aula, reportagens sobre ensino e aprendizagem, vídeos, animações e o que há de melhor e mais atual na Educação Básica são apenas alguns temas estão neste site.

Porvir
Oferece dicas educacionais inovadoras, com diversas notícias sobre educação. Site com informações sobre educação em geral.

Muitos artigos direcionados diretamente ao professor e as pessoas interessadas sobre educação. Esses textos tratam de assuntos como educação inclusiva, qualidade na educação, psicopedagogia e muito mais.

Dicas sobre educação para pais e professores, softwares educativos e atividades para ensino infantil e fundamental, textos de literatura sobre as lendas e mitos do folclore brasileiro, fábulas ilustradas clássicas, jogos educativos, desafios lógicos, links, downloads e atividades escolares.

Este site oferece gratuitamente acesso a muitas obras sobre literatura, poesia, questões educativas, documentos, textos, música e muito mais. São arquivos que já estão em domínio público em português e outras línguas. Há uma coleção especial apenas de livros sobre educadores famosos.

Aproveite estas dicas para incrementar ainda mais suas aulas e motivar seus alunos.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

                  PALESTRAS E OFICINAS 2015


                Independentemente do material que o colégio adota seja Sistema de Ensino ou livros didáticos, temos percebido o número alarmante de professores que não recebem os devidos cursos preparatórios por parte das editoras. São oferecidos recursos tecnológicos de ponta como as lousas digitais, tablets, plataformas de ensino entre outros, porém os docentes ainda ministram aulas com a mesma sistematização de vinte anos atrás, a qual tem sido ineficaz com essa geração. Para tanto, a assessoria percebeu esse distanciamento na sala de aula entre professor-aluno-otimização e estará oferecendo palestras para auxiliar o docente a construir aulas mais interessantes, inovadoras, contextualizadas e transdisciplinares para essa nova geração de crianças e adolescentes.

              Palestras / Oficinas oferecidas para professores da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental:
  •     Situação problema: desafiando o professor, não só o aluno!
  •  Trabalhando com atividades contextualizadas a partir do conhecimento prévio do aluno.
  •   Competência leitora: letrar ou exercitar? Como conciliar essas “pontas”?
  •     Oficina da Matemática: jogos que enriquecerão sua teoria.
  •     Oficina de Língua Portuguesa: Transposição de gêneros Literários.
  •     Tarefa de casa: uma ação a ser reaprendida por todos.
  •     Avaliação: competências, habilidades e contextualização.  
  •     Educação Infantil: uma fase que vai além do simples brincar!


               Palestras oferecidas para professores do 6º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio as quais apontam ações para todas as disciplinas:
  •   Reconhecendo os conhecimentos prévios necessários para avançarmos na matéria.
  •     Gestão da sala de aula. Você é um gestor ou “simples fazedor” na sala de aula?
  •    Nailor Marques Junior e o fator tempo. Aprimorando minhas práticas docentes e otimizando o tempo.
  •   Bartolomeu Campos de Queiróz: letrar nesse ciclo até a Universidade.
  •      Educação: a chave para o conhecimento e para transformação.
  •    Uma visão mais ampla sobre a minha disciplina: práticas e curiosidades.
  •    Tecnologia Educacional: uma visão didática sobre os recursos tecnológicos.
  •     Liderança ou gestão na solução de problemas: como lidar com esse adolescente?
  •   Construindo a Cidadania muito além do discurso, um fazer criativo!

          O Projeto Parceria ainda dispõe de palestras para as famílias em datas específicas como Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia das Avós ou reuniões de pais.
        
           Caso a escola necessite que algum tema seja “construído” de forma mais específica para qualquer segmento, a fim de suprir necessidades pontuais do grupo, poderá solicitar.   
  
                Oferecemos ainda um encontro específico de duas horas com a equipe técnica e/ou coordenação pedagógica, a qual tem enfrentado situações muito difíceis frente ao grupo de docentes. Normalmente se deparam com a falta de compromisso dos educadores, as ausências em demasia, a alegação de que não têm tempo para entregar os registros burocráticos necessários para comprovação das situações de aprendizagem para aos pais, a falta de planejamento das aulas por parte dos docentes, a “rivalidade” interna de um segmento para com outro entre tantos outros fatores. Nosso intuito é auxiliar essa profissional a desenvolver com maior destreza e primazia seu papel na instituição onde trabalha, para que os gestores tenham menos problemas administrativos e financeiros com a troca de seus funcionários.

                      QUALIDADE POR UM PREÇO INACREDITÁVEL! 
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014


VOCÊ CONHECE: CLARICE PACHECO? 

                   Clarice Pacheco (1989-2002) foi uma jovem escritora brasileira. Nasceu em Porto Alegre - RS, onde sempre morou. Desde muito pequena adorava ler, os livros foram sua grande paixão. Aos quatro anos começou a ler, escrever e criar histórias. As primeiras tinham apenas desenhos. Aos poucos foi acrescentando diálogos curtos e textos reduzidos até escrever narrativas completas.
                    Gostava muito de desenhar e por isso expressava suas ideias através de desenhos. Escreveu poesias, histórias infantis ilustradas por ela mesma, contos e até uma novela juvenil. Do convívio diário com seus amigos e colegas de escola encontrou inspiração para criar os enredos e caracterizar os personagens. Descreveu com nitidez como é o dia a dia dos bichinhos de estimação em duas histórias que têm Floquinho e Pluminha como protagonistas.
                  Estudou até a oitava série no Colégio Leonardo da Vinci-Alfa. Apesar da pouca idade, acumulou uma produção literária considerável. Aos treze anos e meio não resistiu a uma cardiopatia grave.
                 Após sua ausência a família organizou seus escritos em cinco obras póstumas:
  • Cadernos de Poesias; O Tempo de Cada Um (novela juvenil); e Um Dia na Vida (contos), destinadas ao leitor jovem, foram publicadas em 2003;
  • Um Amor de Cãozinho I - Floquinho e Um Amor de Cãozinho II - Floquinho e Pluminha, destinadas ao leitor infantil, foram publicadas em 2004.

                   Além de histórias e poesias, Clarice deixou muitos desenhos que retratam a dimensão de sua sensibilidade e talento. Com muito esmero, passava horas montando livros em miniatura, sobre assuntos diversos, com capa, índice e tudo o mais. Conheça mais dessa jovem e da sua obra acessando o site: www.claricepacheco.com

Veja algumas de suas poesias:

Viajar pela leitura

“Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça 
na imaginação!”


  
Os professores da minha escola

“A professora de Matemática,
com suas contas complicadas,
falando em equações,
no Teorema de Pitágoras.

A professora de Português,
com seu modo indicativo,
falando em advérbios,
interjeições, substantivos.

A professora de Geografia,
com seus complexos regionais,
falando em sítios urbanos,
em pontos cardeais.

A professora de Ciências,
com seus ensinamentos ecológicos,
falando em evolução,
em estudos biológicos.

A professora de História,
com seus povos bizantinos,
falando na Idade Média,
no Imperador Constantino.

A professora de Inglês,
com seus don't, do e does,
falando em personal pronouns,
na diferença entre go e goes.

A professora de Artes,
com suas obras e seus artistas,
falando em artes ópticas,
em pintores surrealistas.

O professor de Educação Física,
com suas regras de voleibol,
falando sobre basquete,
em times de futebol.

Os professores da minha escola,
com suas matérias que às vezes não entendemos,
falando em todas as coisas,
que aos poucos vamos aprendendo”.

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A beleza do BRINCAR com livros na infância! - 2ª parte

Andréa Camargo 16/10/2014
(2ª Parte)

                      Trouxe essa história de forma muito resumida por ter sido uma das que mais marcou minha infância! Por um lado por imaginar a construção dessa muralha a qual pintei várias vezes no papel e bem colorida com “canetinhas”. A diferença é que espalhei as pétalas pelo ar, para que alcançasse a todos. Por outro, pelo sentimento de amor! Sempre achei esse sentimento muito transparente, o que se mantém em grande parte da minha alma! Transparência é algo que eu não perdi ao longo da vida, mesmo em meio às perdas que ela me trouxe!  

                           Uma coleção que relato no tempo presente do verbo “ser”, pois está muito bem guardada há mais de 40 anos em casa! Uma relíquia! Quando abri todos os volumes hoje, para trazer um pouco mais dessa “beleza de brincar com livros” para os leitores, minha memória se acendeu e o cheiro, as imagens, as vontades, as brincadeiras, as histórias, o jeito que minha mãe lia para mim e o jeito que aprendi durante a alfabetização a ler, tudo aquilo voltou como se fosse ontem! 

(SOLICITE O TEXTO NA ÍNTEGRA EM: andrea@projetoparceria.com)

Será um prazer compartilhar com você!

A beleza do BRINCAR com livros na infância!


Andréa Camargo 16/10/2014
(1ª Parte)

                                  Numa obra autobiográfica (As palavras. Difusão Europeia do Livro, São Paulo, 1970), Jean-Paul Sartre fala da sua infância, de modo irônico e extremamente autocrítico, mas sem humor ou afetividade; no texto ele conta que foi um menino solitário e que seus brinquedos eram os livros da biblioteca do avô (materno) e os autores, motivos de brincadeira. Conta também que a primeira vivência de uma experiência estética da qual se lembra, aconteceu diante de uma coleção de livros infantis que ganhou de sua mãe.
                              “Devo a estas caixas mágicas – e não às frases equilibradas de Chateaubriand – meus primeiros encontros com a Beleza. Abrindo-os, eu me esquecia de tudo: isso era ler? Não, mas morrer de êxtase: de minha abolição nasciam imediatamente indígenas armados de zagaias, a selva, um explorador de capacete branco. Eu era visão, eu inundava de luz as belas faces de Auda, as suíças de Philéas Fogg. Liberta de si mesma enfim, a pequena maravilha se deixava converter em puro maravilhamento. A cinquenta centímetros do chão do assoalho nascia uma felicidade sem amo nem coleira, perfeita”.
                                Lendo esse texto sobre a infância de Sartre, relembrei da minha infância. Filha única, criada entre adultos, não tinha mais nenhum amigo “significativo” para brincar, com exceção dos meus amigos imaginários! Era uma criança muito “arteira” fato esse que fez com que minha mãe sempre me corrigisse entre boas chineladas e castigos. Cresci sem traumas, neuras, psicoses ou possibilidades de ser alguém “perigosa à sociedade”, caso esse muito raro nos dias de hoje! Até hoje, minha mãe, é minha melhor amiga. Refletindo sobre a beleza do brincar com livros e a felicidade que embala a infância, me lembrei de todos os livros, coleções de revistas, gibis, historinhas impressas ou recortadas de jornais, enciclopédias que ganhei da minha mãe. Devo muito da minha inteligência, segurança e educação a ela e as leituras que interpretei e ouvi. Uma das coleções (fotos que compartilho no face: Projeto Parceria) chama-se “O mundo da criança” com 14 volumes. Uma coleção cara para a época! Cada volume registra histórias e fatos sobre um tema específico. Um dos volumes (5) tem o título “A vida em vários países”. Trás muitos contos e lendas nacionais, mas também contém histórias de outros países.
                                Uma das histórias, A Muralha de Aldeída Rebelo, conta sobre a construção de uma muralha feita por dois arquitetos (Rodolfo e Alexandre) a pedido de um rei. Eles deveriam competir entre si para construir a muralha mais linda e perfeita, o vencedor receberia um prêmio. Como não seria possível cada qual construir sozinho uma muralha inteira combinaram que cada um construiria uma metade. Para testar a ação deles, surgiu um mágico que os avisou, logo que terminasse cada qual sua metade, ele sopraria um vento muito forte para testar a construção. Rodolfo fez a metade da muralha com pedras preciosas e ouro, esperando despertar a inveja nos “concorrentes”. Alexandre por sua vez, construiu sua metade com pétalas de flores. Ficou muito alegre e colorida. Ele esperava despertar a beleza e a arte nos rivais. Após algum tempo, a muralha ficou pronta, o mágico surgiu e fez o que havia prometido! Soprou um vendo muito forte! Obviamente você pode imaginar o final da história! Quem venceu? A parte da muralha feita com pedras preciosas começou a cair e desmoronou. A parte da muralha feita com pétalas resistiu ao vento furioso, pois havia sido feita com amor! Diferentemente da outra, que foram usadas doses excessivas de vaidade, arrogância e muito orgulho.

(SOLICITE O TEXTO NA ÍNTEGRA EM: andrea@projetoparceria.com)


Será um prazer compartilhar com você!

domingo, 3 de agosto de 2014

                       Desabafos de uma Coordenadora Pedagógica.
Por Andréa Rosa.
                  
                   Chegaremos em breve ao término de mais um ano e em breve iniciaremos outro. Afinal, o tempo tem passado muito rápido. Paro nesse momento para fazer um levantamento sobre os caminhos que percorri em minha carreira. Penso em minhas crenças profissionais e me deparo com questionamentos dos quais não obterei respostas. Senti que precisava escrever, desabafar e compartilhar com outras pessoas que também vivenciam momentos como esses. Talvez assim, consiga obter um acalanto ao meu coração e ver que não estou completamente só nessa caminhada!
                   “São tantas emoções” já diria o bom e experiente cantor. Percebo que o tempo tem passado, as concepções e ações pedagógicas estão se modernizando, os novos e ilustres palestrantes que lotam plateias de todo o Brasil e no exterior têm verbalizado sobre novas formas de avaliarmos, planejarmos, executarmos, concebermos afetividade dentro da sala de aula e até vêm se pronunciando o quanto os governos estão visualizando metas financeiras dentro de um poder contido e que todos os sistemas avaliativos como Enem, Saresp, Sinaes entre tantos outros que já existiram, existem e ainda serão criados, são formas ilusionistas de análise educacional. Não são parâmetros para mais nada nesse país. O pior, não são parâmetros afetivos defendidos dentro da educação.   
                   Tantas discussões são promovidas nos congressos, simpósios, colóquios e outros “ós” que podemos ter, e ainda assim, vivemos em meio a uma educação velada e contida. Onde não podemos falar abertamente o que passamos e pensamos. O que vemos e vivenciamos enquanto absurdos da educação. Muitas informações são transmitidas dentro de uma possibilidade assistida. Se sairmos muito dos “parâmetros” permitidos, corremos riscos de alguém vetar as informações e resultados. Quem sabe até “cloná-los”.     
                   Penso que de todos os cargos internos de uma escola e relacionados à educação: professor, orientador educacional, bibliotecário, inspetor de alunos, merendeiro, auxiliar de classe, diretor pedagógico, diretor financeiro, coordenador de eventos, secretário, faxineiro, assistente administrativo, coordenador de esportes, orientador religioso entre outros, a função de coordenador pedagógico seja o mais sacrificante, exaurido e desgastante cargo que possa existir dentro de uma escola. Gostaria de me justificar usando exemplos diários, vivenciados e que, se possível, alguém me responda relatando outros acontecimentos que provem que não estou tão errada assim.    
                   Temos que zelar por todos na escola. Desde os alunos, os professores, os pais e até os demais funcionários da empresa. Estamos no meio de uma verdadeira batalha, lutando por ideais que já não são mais aplicados ou se tornam cada vez mais distantes frente à compra e modificação de resultados. “Só para ficar bonito na fita”.  
                   Um pai procura a coordenação no final do ano (somente no final do ano) para questionar porque seu filho não está indo bem. Final do ano, reforço! Na verdade o aluno será reprovado, é fato, e o “Sr. Pai”, postergado, foi chamado várias vezes no colégio, mas ele dizia estar ocupado e que não poderia comparecer às reuniões de pais. Menos ainda nas conversas individuais com a coordenação. Sai o resultado. Seu filho, como esperado reprova. O pai resolve “aparecer”, “reencarnar” e em última instância, desesperada, após não compreender o motivo real que levou seu exemplar filho a ser reprovado questiona tudo. Apela e oferece um carro ao coordenador pedagógico para ver “o que consegue fazer” a respeito. Como o coordenador não aceita, o pai tece todos os xingamentos possíveis contra a pessoa dele e contra o colégio. Jogando a culpa na incompetência do estabelecimento, alegando que não possa perder um ano de investimento. Investimento? Parece que esse título no meio político teria outro nome. O bom, é que nessas horas a coordenação pedagógica respire, suspire e caminhe sem se abalar. Descanse com a consciência em paz. Afinal, chamou esse “Sr. Pai” umas oito vezes ao longo do ano e tem tudo registrado para não confrontar com diretorias de ensino que insistem em criticar a escola e se fazer cumprir leis de ministros que se quer permearam seus vãos ensinamentos em sala de aula.  
                   Outro exemplo vivenciado e bastante significativo que já enfrentei no cargo, foi de uma mãe convocada para comparecer à coordenação, onde a mesma seria comunicada que sua filha vinha apresentando um comportamento inadequado frente aos professores a amigos. Seu uniforme, evidentemente se apresentava com dois números menores do que ela deveria vestir, parte do seu corpo ficava a mostra. Mas não dificuldades financeiras, obviamente, pois estava num colégio muito caro de São Paulo. Já havia assediado alguns professores para obter bons resultados, por mais que os professores chamassem sua atenção, ela vivia com o celular na mão fazendo “selfies”. Sua concentração permeava entre outros assuntos, que não eram os estudos. Na última feira de eventos, essas que os colégios promovem como fonte de inspiração para a socialização e marketing interno e não reforço educacional, a aluna veio com um micro short, o que não era adequado de forma alguma, pois foi comunicado que o uso do uniforme seria obrigatório e para finalizar, foi pega no banheiro masculino. A mãe, que se veste tal qual a filha, malha bastante para não entrar em conflito com a idade, fez várias reparações físicas (como aplicação botulínica, preenchimentos e plásticas), não aceitou a colocação da coordenação e questionou se a mesma estava “insinuando que sua filha era vulgar”. A coordenação procura acalmá-la e pontuar com elegância e bom senso o que a mãe precisava ouvir e não queria. Não preciso contar o final dessa situação, pois a mãe de forma alguma aceitou as colocações e se manteve falando horrores sobre o colégio que não compreende sua filha e seu desenvolvimento maturacional. Amadurecimento? Acho que nessa família, eles não sabem a verdadeira tradução desse “nome comportamental”.  
                   Esses são apenas dois exemplos relacionados às desestruturas familiares atuais, que a coordenação pedagógica vem enfrentando no seu dia a dia. Mas existem exemplos interessantíssimos relacionados a má postura profissional dos professores que temos que orientar. Parece que os mesmos perderam o bom senso, o profissionalismo, a seriedade da profissão e questiono se isso é um reflexo político sobre o desmerecimento da categoria. Sobra para o coordenador pedagógico resolver quase tudo e um pouco mais que sua função atestaria. Professores que não sabem mais preencher diários ou esperam que todos os colégios tenham o famoso diário eletrônico. Até porque os portais e muitos programas já os trazem prontos. Afinal as aulas estão cada vez mais numeradas e menos humanizadas em prol da concorrência e da falta de tempo em ministrar todo conteúdo e de um resultado surpreendente para ser conquistado no final do ano. Obviamente, porque isso se chama marketing escolar. Quanto maior o número de alunos que ingressar nas universidades públicas (mesmo que seja para não terem aula), maior será a procura de novos pais por esse colégio considerado “forte”.
              Nesse caso, professores que trabalham com sistemas de ensino e com livros didáticos em outro colégio, enfrentaram a necessidade de “retroagirem” no registro. Esse professor pronunciará críticas sobre esse colégio que na visão dele, é muito démodé. Esperando contar com a tecnologia dentro da instituição (para facilitar seu trabalho), esse professor deparar-se-á com o preenchimento manual. Conclusão: rasuras ocorrerão em seu diário, não conseguirá preencher todas as presenças deixando apenas o F da falta, sua letra será horrível, normalmente “de forma” e por isso a coordenação precisará de uma tradução simultânea para ver o que está escrito. Esse é apenas um dos muitos problemas gerados pela falta de sistematização dos registros. Sem contar na falta de criação de aulas interessantes, inovadoras, resgate de conteúdos, um olhar apurado sobre os muitos alunos com problemas de aprendizagem, falta de inovação nas aulas e avaliações e por aí segue uma lista interminável de problemas. Mas o professor tem que ser cobrado! Pois a coordenação pedagógica também se sente cobrada pelos resultados por parte da direção.       
                   A coordenação ainda se depara com outra dicotomia. O problema de se tornar um “bode expiatório” tentando intermediar o que a direção e mantenedores do colégio exigem com relação às questões financeiras contra o idealismo dos professores em sala de aula. Nesse sentido presenciamos um desmerecimento do trabalho do professor absurdo no final do ano nos conselhos de classe. Onde alunos que devem até 6,0 ou 8,0 pontos na média, são literalmente “passados” para que os pais não tirem esse aluno do colégio. Ou ainda para “amarrarem alunos”, as antigas e quase extintas “Dps” as quais não restauram aprendizagens alguma. Aliás, outros termos mais modernos foram criados como recuperação paralela, recuperação contínua, aulas contraturnos... O quadro realmente só piora em duas últimas situações: quando alguns pais são amissíssimos da direção, aí a aprovação é quase que imediata ou ainda, quando a direção precisa livrar-se de algum professor, por questões pessoais e a coordenação é quem deverá demiti-lo. Nesse caso, a coordenação pedagógica passa a assina com outro pseudônimo: “Jesus”. Afinal, precisam de alguém para crucificar.
                   Talvez esse artigo não seja nada simpático e muito menos estimulante. Talvez não tenhamos soluções imediatas. Mas o que torna esse artigo “bom” para os coordenadores pedagógicos é pelo fato, de que posso desejar o “enfrentamento” deles, de peito aberto e saibam que não estão sozinhos nesse universo conflitante da educação. Todo coordenador pedagógico, em sua grande maioria fez Pedagogia. Quando escolheu esse caminho não sabia o que enfrentaria. Acreditava que “cuidaria” apenas da formação do professor ou das “verdadeiras leis” que regem esse país. Com o tempo, foi percebendo nos bastidores o real motivo da sua existência humana. Fique tranquilo! Siga sua missão e lembre-se do grande inspirador tão falado no seu curso, Paulo Freire “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Entendeu? Ficou mais fácil agora?