sexta-feira, 8 de agosto de 2014

DIA DOS PAIS 

Procuram-se heróis de verdade
Roberto Shinyashiki

“Procuram-se pessoas que saibam que: Ser é mais que parecer. Amar não é só um sentimento, e sim um jeito de tratar a pessoa amada. Quando um dos dois perde, todos perdem juntos. É melhor uma derrota honesta do que uma vitória sem escrúpulos. Pedir desculpas engrandece a alma. E que sejam capazes de... Chorar de saudade. Vibrar com uma noite estrelada. Aprender com o sorriso da criança. Falar de Deus com alegria no coração. Procuram-se pessoas simples, com olhar sincero e coração grande. Heróis de verdade: o tipo de gente que não precisa de aplauso para ter uma noite de sono em paz!”



Os verdadeiros super-heróis
Utescher

“Hoje tive um sonho que eu podia fazer tudo. Mas ao mesmo tempo em que eu podia fazer tudo não fazia nada. Pessoas têm grandes poderes e não utilizam da forma que tinha que utilizar. Mas pessoas que não têm poderes mudam o mundo. Com sua sinceridade, com seu jeito de ser com as coisas que as pessoas que têm grandes poderes esquecerão como é. A humildade de admitir que estão erradas. Por terem super poderes pensam que estão em patamares maiores do que os outros. Não veem que estão la só porque nós colocamos elas lá. Esquecem de como eles conseguiram os seus poderes. Para mim os verdadeiros heróis não são aqueles que usam capa. Mas sim aquela mãe de família solteira que trabalha o dia todo ainda arranja tempo para ver seu filho jogando bola. Sim, aquele cara que faz de tudo para dar o melhor para sua família, rala todos os dias para no final do mês receber aquele salário que mal da para pagar a comida. Sim, isso sim que são os meus verdadeiros heróis. E estas pessoas humanas que fazem a diferença a cada dia. Sim, estas pessoas que merecem o nosso devido falar. Mas nunca vemos estas pessoas porque elas não gostam de aparecer. Elas fazem tudo sem falar nada para ninguém, só fazem. Porque sim, estas pessoas, as verdadeiras Super-Heróis. Estas pessoas que devemos ter como exemplo para nossa vida”.

Meus Super Heróis
Eduardo Terra Coelho

“Meus super-heróis não são dos quadrinhos, São de sangue, de pó e de lágrimas. Choram, riem têm medo e erram também. Não são eternos, têm seu tempo e lugar, Mas superam qualquer herói de H.Q., Pois existem ou existiram algum dia. Não são invencíveis, mas são humanos, Não têm super poderes, mas coração. Basta ter uma razão para lutar. Meus super heróis não são dos quadrinhos Já que existem ou existiram algum dia. Não defendem objetos e lugares, Mas defendem e emancipam pessoas. Não agem sós, mas coletivamente. Ensinam e aprendem a ser super heróis. Basta ter uma razão para lutar, E, se almejar, pode ser um deles. Não são eternos, tampouco imbatíveis. Duram o tempo de fazerem-se heróis, Nos erros, acertos, medos e lágrimas. E sendo humanos são imprevisíveis. Nisto consiste sua eternidade, Superior à dos heróis de H.Q. Os heróis de H.Q. encerram-se em si, Os meus ainda que mortos são atuais, Pois defendem e emancipam pessoas, E prosseguem pelos que os entenderam, Pois não agem sós, mas no coletivo. Meus super heróis não são dos quadrinhos, Não têm super poderes, mas coração, Não agem sós, mas coletivamente, Pois sendo humanos são imprevisíveis, Que ainda que mortos são sempre atuais. Nisto consiste sua eternidade. Meus super heróis não são de quadrinhos Têm cores mais vivas que sangue e suor. Se eu estou vivo a lutar, devo a eles. São grãos que morrem para a vida brotar, E nisto consiste sua eternidade. São frutos da terra, não devaneios. Meus super heróis não são de quadrinhos E são tão reais quanto você ou eu. Com eles nós sempre podemos contar. Assim é com eles que esperam de nós, Eles sobrevivem através de nós. Nisto consiste sua eternidade”.

domingo, 3 de agosto de 2014


Água! O que acontecerá? Como podemos evitar as situações que estão por acontecer? Leiam: 
                       Desabafos de uma Coordenadora Pedagógica.
Por Andréa Rosa.
                  
                   Chegaremos em breve ao término de mais um ano e em breve iniciaremos outro. Afinal, o tempo tem passado muito rápido. Paro nesse momento para fazer um levantamento sobre os caminhos que percorri em minha carreira. Penso em minhas crenças profissionais e me deparo com questionamentos dos quais não obterei respostas. Senti que precisava escrever, desabafar e compartilhar com outras pessoas que também vivenciam momentos como esses. Talvez assim, consiga obter um acalanto ao meu coração e ver que não estou completamente só nessa caminhada!
                   “São tantas emoções” já diria o bom e experiente cantor. Percebo que o tempo tem passado, as concepções e ações pedagógicas estão se modernizando, os novos e ilustres palestrantes que lotam plateias de todo o Brasil e no exterior têm verbalizado sobre novas formas de avaliarmos, planejarmos, executarmos, concebermos afetividade dentro da sala de aula e até vêm se pronunciando o quanto os governos estão visualizando metas financeiras dentro de um poder contido e que todos os sistemas avaliativos como Enem, Saresp, Sinaes entre tantos outros que já existiram, existem e ainda serão criados, são formas ilusionistas de análise educacional. Não são parâmetros para mais nada nesse país. O pior, não são parâmetros afetivos defendidos dentro da educação.   
                   Tantas discussões são promovidas nos congressos, simpósios, colóquios e outros “ós” que podemos ter, e ainda assim, vivemos em meio a uma educação velada e contida. Onde não podemos falar abertamente o que passamos e pensamos. O que vemos e vivenciamos enquanto absurdos da educação. Muitas informações são transmitidas dentro de uma possibilidade assistida. Se sairmos muito dos “parâmetros” permitidos, corremos riscos de alguém vetar as informações e resultados. Quem sabe até “cloná-los”.     
                   Penso que de todos os cargos internos de uma escola e relacionados à educação: professor, orientador educacional, bibliotecário, inspetor de alunos, merendeiro, auxiliar de classe, diretor pedagógico, diretor financeiro, coordenador de eventos, secretário, faxineiro, assistente administrativo, coordenador de esportes, orientador religioso entre outros, a função de coordenador pedagógico seja o mais sacrificante, exaurido e desgastante cargo que possa existir dentro de uma escola. Gostaria de me justificar usando exemplos diários, vivenciados e que, se possível, alguém me responda relatando outros acontecimentos que provem que não estou tão errada assim.    
                   Temos que zelar por todos na escola. Desde os alunos, os professores, os pais e até os demais funcionários da empresa. Estamos no meio de uma verdadeira batalha, lutando por ideais que já não são mais aplicados ou se tornam cada vez mais distantes frente à compra e modificação de resultados. “Só para ficar bonito na fita”.  
                   Um pai procura a coordenação no final do ano (somente no final do ano) para questionar porque seu filho não está indo bem. Final do ano, reforço! Na verdade o aluno será reprovado, é fato, e o “Sr. Pai”, postergado, foi chamado várias vezes no colégio, mas ele dizia estar ocupado e que não poderia comparecer às reuniões de pais. Menos ainda nas conversas individuais com a coordenação. Sai o resultado. Seu filho, como esperado reprova. O pai resolve “aparecer”, “reencarnar” e em última instância, desesperada, após não compreender o motivo real que levou seu exemplar filho a ser reprovado questiona tudo. Apela e oferece um carro ao coordenador pedagógico para ver “o que consegue fazer” a respeito. Como o coordenador não aceita, o pai tece todos os xingamentos possíveis contra a pessoa dele e contra o colégio. Jogando a culpa na incompetência do estabelecimento, alegando que não possa perder um ano de investimento. Investimento? Parece que esse título no meio político teria outro nome. O bom, é que nessas horas a coordenação pedagógica respire, suspire e caminhe sem se abalar. Descanse com a consciência em paz. Afinal, chamou esse “Sr. Pai” umas oito vezes ao longo do ano e tem tudo registrado para não confrontar com diretorias de ensino que insistem em criticar a escola e se fazer cumprir leis de ministros que se quer permearam seus vãos ensinamentos em sala de aula.  
                   Outro exemplo vivenciado e bastante significativo que já enfrentei no cargo, foi de uma mãe convocada para comparecer à coordenação, onde a mesma seria comunicada que sua filha vinha apresentando um comportamento inadequado frente aos professores a amigos. Seu uniforme, evidentemente se apresentava com dois números menores do que ela deveria vestir, parte do seu corpo ficava a mostra. Mas não dificuldades financeiras, obviamente, pois estava num colégio muito caro de São Paulo. Já havia assediado alguns professores para obter bons resultados, por mais que os professores chamassem sua atenção, ela vivia com o celular na mão fazendo “selfies”. Sua concentração permeava entre outros assuntos, que não eram os estudos. Na última feira de eventos, essas que os colégios promovem como fonte de inspiração para a socialização e marketing interno e não reforço educacional, a aluna veio com um micro short, o que não era adequado de forma alguma, pois foi comunicado que o uso do uniforme seria obrigatório e para finalizar, foi pega no banheiro masculino. A mãe, que se veste tal qual a filha, malha bastante para não entrar em conflito com a idade, fez várias reparações físicas (como aplicação botulínica, preenchimentos e plásticas), não aceitou a colocação da coordenação e questionou se a mesma estava “insinuando que sua filha era vulgar”. A coordenação procura acalmá-la e pontuar com elegância e bom senso o que a mãe precisava ouvir e não queria. Não preciso contar o final dessa situação, pois a mãe de forma alguma aceitou as colocações e se manteve falando horrores sobre o colégio que não compreende sua filha e seu desenvolvimento maturacional. Amadurecimento? Acho que nessa família, eles não sabem a verdadeira tradução desse “nome comportamental”.  
                   Esses são apenas dois exemplos relacionados às desestruturas familiares atuais, que a coordenação pedagógica vem enfrentando no seu dia a dia. Mas existem exemplos interessantíssimos relacionados a má postura profissional dos professores que temos que orientar. Parece que os mesmos perderam o bom senso, o profissionalismo, a seriedade da profissão e questiono se isso é um reflexo político sobre o desmerecimento da categoria. Sobra para o coordenador pedagógico resolver quase tudo e um pouco mais que sua função atestaria. Professores que não sabem mais preencher diários ou esperam que todos os colégios tenham o famoso diário eletrônico. Até porque os portais e muitos programas já os trazem prontos. Afinal as aulas estão cada vez mais numeradas e menos humanizadas em prol da concorrência e da falta de tempo em ministrar todo conteúdo e de um resultado surpreendente para ser conquistado no final do ano. Obviamente, porque isso se chama marketing escolar. Quanto maior o número de alunos que ingressar nas universidades públicas (mesmo que seja para não terem aula), maior será a procura de novos pais por esse colégio considerado “forte”.
              Nesse caso, professores que trabalham com sistemas de ensino e com livros didáticos em outro colégio, enfrentaram a necessidade de “retroagirem” no registro. Esse professor pronunciará críticas sobre esse colégio que na visão dele, é muito démodé. Esperando contar com a tecnologia dentro da instituição (para facilitar seu trabalho), esse professor deparar-se-á com o preenchimento manual. Conclusão: rasuras ocorrerão em seu diário, não conseguirá preencher todas as presenças deixando apenas o F da falta, sua letra será horrível, normalmente “de forma” e por isso a coordenação precisará de uma tradução simultânea para ver o que está escrito. Esse é apenas um dos muitos problemas gerados pela falta de sistematização dos registros. Sem contar na falta de criação de aulas interessantes, inovadoras, resgate de conteúdos, um olhar apurado sobre os muitos alunos com problemas de aprendizagem, falta de inovação nas aulas e avaliações e por aí segue uma lista interminável de problemas. Mas o professor tem que ser cobrado! Pois a coordenação pedagógica também se sente cobrada pelos resultados por parte da direção.       
                   A coordenação ainda se depara com outra dicotomia. O problema de se tornar um “bode expiatório” tentando intermediar o que a direção e mantenedores do colégio exigem com relação às questões financeiras contra o idealismo dos professores em sala de aula. Nesse sentido presenciamos um desmerecimento do trabalho do professor absurdo no final do ano nos conselhos de classe. Onde alunos que devem até 6,0 ou 8,0 pontos na média, são literalmente “passados” para que os pais não tirem esse aluno do colégio. Ou ainda para “amarrarem alunos”, as antigas e quase extintas “Dps” as quais não restauram aprendizagens alguma. Aliás, outros termos mais modernos foram criados como recuperação paralela, recuperação contínua, aulas contraturnos... O quadro realmente só piora em duas últimas situações: quando alguns pais são amissíssimos da direção, aí a aprovação é quase que imediata ou ainda, quando a direção precisa livrar-se de algum professor, por questões pessoais e a coordenação é quem deverá demiti-lo. Nesse caso, a coordenação pedagógica passa a assina com outro pseudônimo: “Jesus”. Afinal, precisam de alguém para crucificar.
                   Talvez esse artigo não seja nada simpático e muito menos estimulante. Talvez não tenhamos soluções imediatas. Mas o que torna esse artigo “bom” para os coordenadores pedagógicos é pelo fato, de que posso desejar o “enfrentamento” deles, de peito aberto e saibam que não estão sozinhos nesse universo conflitante da educação. Todo coordenador pedagógico, em sua grande maioria fez Pedagogia. Quando escolheu esse caminho não sabia o que enfrentaria. Acreditava que “cuidaria” apenas da formação do professor ou das “verdadeiras leis” que regem esse país. Com o tempo, foi percebendo nos bastidores o real motivo da sua existência humana. Fique tranquilo! Siga sua missão e lembre-se do grande inspirador tão falado no seu curso, Paulo Freire “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Entendeu? Ficou mais fácil agora?                                           

                   

domingo, 27 de julho de 2014

SUSTENTABILIDADE PROFISSIONAL: da TERRA ao PROFISSIONALISMO PESSOAL. ANDRÉA ROSA 26/01/2011

O termo “sustentabilidade” vem ganhando força. Definitivamente entrou nos contextos mais diversificados das agendas das empresas. Profissionais das mais variadas áreas procuram conhecer, aprofundar, repensar e pesquisar todo e qualquer conhecimento a respeito desse assunto. Pedro Jacobi, da USP e coordenador do Teia (Laboratório de Educação e Ambiente) autor de “Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade” afirma que “os grandes desafios para os educadores (...) são, de um lado, o resgate e o desenvolvimento de valores e comportamentos (confiança, respeito mútuo, responsabilidade, compromisso, solidariedade e iniciativa) e de outro, o estímulo a uma visão global e crítica das questões ambientais e a promoção de um enfoque interdisciplinar que resgate e construa saberes”.
                   Em “Pedagogia da Terra: ecopedagogia e educação sustentável” Moacir Gadotti, diretor do Instituto Paulo Freire, confronta o modo como produzimos, consumimos e convivemos de uma maneira mais radical e abrangente. Gadotti solicita para que tenhamos “um novo olhar sobre a educação, um olhar global, uma nova maneira de ser e estar no mundo, um jeito de pensar a partir da vida cotidiana, que busca sentido em cada momento, em cada ato, que ‘pensa a prática’ (Paulo Freire) em cada instante de nossas vidas, evitando a burocratização do olhar e do comportamento”.
                   Se de um lado temos esses e tantos autores, pedagogos, filósofos, pesquisadores levantando ações reais e concretas em busca de melhorias progressivas sobre a qualidade de vida atual e futura das pessoas que habitam na Terra, porque não repensarmos que não só a sustentabilidade ambiental, mas também a pessoal e profissional devem ser repensadas a partir de suas próprias práticas?
                   Todos nós temos convicção que os colégios são empresas vivas, pois quem compõe o espaço físico, são colaboradores e por tanto seres vivos.  Os quais sofrem e estão repletos de anseios, de satisfações, decepções e muitas alegrias. São pessoas que dão ideias, que fazem projetos, repensam suas potencialidades e práticas, buscam melhorias e até aceitam determinadas regras de sobrevivência.     
                   Pessoas que levam consigo princípios éticos, morais, criativos, inovadores, muitas vezes não só buscando uma realização profissional mas,  tentando atingir resultados pré-estabelecidos por si próprio.
                   Seres humanos que ainda não perceberam que o termo “sustentabilidade” está intimamente ligado a “uma nova maneira de ser e estar no mundo”.  
                   Repense junto comigo alguns pontos essenciais para gerarmos parte de nossa “sustentabilidade profissional”:
Ø  Assuma a responsabilidade por seus atos.
Ø  Desenvolva a disciplina pessoal.
Ø  Conheça suas fraquezas.
Ø  Alinhe suas prioridades e seus valores.
Ø  Admita logo seus erros e peça desculpas.
Ø  Tome cuidado dobrado com as finanças.
Ø  Coloque a família antes do trabalho.
Ø  Valorize as pessoas.
                   Entre tantas características a serem mais desenvolvidas em 2011, insira naturalmente mais uma: assertividade! Seja e busque ser assertivo. Pessoas assertivas aceitam melhor os obstáculos, os fracassos e as adversidades da vida, tirando sempre lições positivas dos mesmos e mantendo sempre uma frase positiva “bola pra frente” para atingir seus sonhos e objetivos, nunca se isolando das pessoas com as quais convive e mais que tudo levam a vida com uma grande dose de alegria.
                   O filósofo Mário Sérgio Cortella explica que seriedade não é necessariamente sinônimo de tristeza ou falta de humor. “O contrário de seriedade não é alegria, mas, sim, falta de compromisso”. Para ele, não há dúvida de que o tema ‘sustentabilidade profissional’ pode ser tratado com bom humor. “Por ser um tema sério, precisa de atração, sedução e conexão, e isso o humor pode oferecer. O humor serve para encantar e não apenas para distrair ou fazer desaparecer o foco. Como uma expressão inteligente da capacidade humana, espanta, interroga, surpreende, ensina e faz pensar”. 


“Ainda não apareceu o Gandhi da sustentabilidade nem o Mandela da biodiversidade. Não apareceu nenhum Martin Luther King para a mudança do clima. Mas não basta um no mundo. Tem que ter aos milhões, em todas as atividades.”

Fernando Almeida.
Presidente executivo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Reinício das aulas.

Estar vivo em conflito permanente,
Produzindo dúvidas, certezas questionáveis.
Estar vivo é assumir a Educação do sonho do cotidiano.
Para permanecer vivo, educando a paixão,
Desejos de vida e morte, é preciso educar o medo e a coragem.

Medo e coragem em ousar.
Medo e coragem em romper com o velho.
Me do e coragem em assumir a solidão de ser diferente.
Medo e coragem em construir o povo.
Medo e coragem em assumir a educação desse drama, cujos personagens são nossos desejos de vida e morte.

Educar a paixão (de vida e morte) é lidar com esses dois ingredientes, cotidianamente, através da nossa capacidade, força vital (que todo ser humano possui, uns mais, outros menos, em outros anestesiada) e desejar, sonhar, imaginar, criar.

Somos sujeitos porque desejamos, sonhamos, imaginamos e criamos, na busca permanente da alegria, da esperança, do fortalecimento da liberdade, de uma sociedade mais justa, da felicidade a que todos temos direito.
Este é o drama de permanecermos vivos... fazendo Educação.

Madalena Freire.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Atendimento as escolas em 2013


Palestra para professores do Fundamental II e Ensino Médio - janeiro 2014



Grupo de docentes e coordenação - Guarulhos


Encontro de pais do Fundamental II e Ensino Médio - Angra dos Reis


Assessoria Pedagógica com equipe Diretiva - Zona Leste


Curso de aperfeiçoamento para professoras da Educação Infantil - Zona Leste


Palestra sobre "Dicas de Estudo" - alunos do Fundamental II - interior de São Paulo


Oficina da Leitura e da Matemática - Alfenas - Minas Gerais


Palestra para pais  e foto com equipe Diretiva


Assessoria com equipe Diretiva - Zona Leste


Palestra para pais- Educação Infantil



Curso para professores da Prefeitura- interior de São Paulo



Curso para professoras do Fundamental I e Educação Infantil


Curso de aperfeiçoamento para professores do Fundamental II e Ensino Médio - Pirituba


Curso para professores no Nordeste


Encontro com pais - palestra


Curso de aperfeiçoamento com professores em Belo Horizonte



Curso de aperfeiçoamento para professoras da Educação Infantil e Fundamental I - Zona Leste


Curso de aperfeiçoamento para professores do Fundamental II e Ensino Médio - Jundiaí


Reencontro com ex-aluna. Atual diretora de uma EMEI


Curso de aperfeiçoamento com professores do Fundamental II e Ensino Médio  Rio de Janeiro


Curso de aperfeiçoamento com professores do Fundamental II e Ensino Médio  Nordeste - Salvador


Curso de aperfeiçoamento para professores do Fundamental II e Ensino Médio

Assessoria Pedagógica - Direção


Fotos tiradas por participantes da palestra em São José do Rio Preto - 2012




segunda-feira, 25 de junho de 2012

A catedral



A catedral.

                   Uma catedral magnífica estava sendo erguida. Já se elevava acima das estruturas de todo o país e não tinha sequer atingido a metade da altura planejada, Nemo coberto um quarto do terreno à ela destinado. Os incomparáveis afrescos, os maravilhosos vitrais, os elaborados entalhes – eram ainda idéias na cabeça do arquiteto e da equipe de mestres artesãos por ele montada.
                   Quando o arquiteto caminhava pela estrada poeirenta  para ir inspecionar o andamento de sua criação, passou por três homens labutando sob o escaldante sol do meio-dia. Os três eram jovens na flor da idade. Os três faziam a mesma tarefa. Uma tarefa penosa, árdua. Cada um pegava um bloco de pedra, colocava-o sobre uma grande pedra chata e batia nele com uma marreta até que ele se quebrasse. A cada um ele fez a mesma pergunta: “O que você está fazendo, meu jovem, e por que o faz?”
                   O primeiro homem respondeu: “Você não vê o que estou fazendo? Estou quebrando pedras, e o faço porque recebo meu pêni por dia”.
                   O segundo homem respondeu: “Estou fazendo as pequenas pedras que serão usadas nas paredes daquela construção ali, e o faço para alimentar a minha família”.
                   O terceiro homem respondeu: “Estou ajudando a construir aquela maravilhosa catedral ali. Quando ela ficar pronta, virá gente de muitos países para admirar suas maravilhas. E o faço para aprender, porque, verdade seja dita, posso ganhar um ordenado melhor, com menos esforço, trabalhando como aprendiz”.
                   Num impulso, o arquiteto chamou seu assistente e lhe pediu que acompanhasse a vida de cada um daqueles três homens ao longo dos anos.
                   Quatro décadas depois, o primeiro homem tinha morrido. Ele permanecera operário braçal, trabalhando por dia em tarefas ainda mais vis quando perdeu a força física.  Segundo homem se aposentará com modesto conforto. Ele acabará se tornando um artesão e adquiria a reputação de um trabalhador confiável, embora pouco criativo.
                   O terceiro homem? O arquiteto não precisou perguntar a seu respeito. Sua fama continuava a crescer, e os maravilhosos edifícios que concebera povoavam a região.