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terça-feira, 11 de agosto de 2015
A revolução do aprendizado vai surpreender a todos.
A revolução do aprendizado vai surpreender a todos
Por Edson Zogbi
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Encantamento x Espanto por João Luiz Muzinatti
ENCANTAMENTO X ESPANTO por João Luiz Muzinatti.
O que pode fazer com que uma criança, um
adolescente ou, até mesmo um adulto, se apaixone pelo conhecimento? E, aqui,
paixão representa aquele sentimento capaz de fazê-lo abrir mão de momentos de
lazer ou de descanso para estudar, buscar soluções para problemas desafiadores
ou simplesmente querer saber mais (e procurar respostas) sobre determinados
temas. “Um professor motivador”, muitos responderiam. Mas, quem é esse mestre
capaz de fazer com que o aluno queira saber mais – e não se contente com o que
é apenas necessário?
Certa feita, preparei cuidadosamente uma aula,
quando ministrava Filosofia num curso de graduação em Pedagogia. Ficou
simplesmente maravilhosa. E os alunos, de fato, se encantaram com o tema e a
abordagem. Participaram o tempo todo, com qualidade. Após momentos de uma
discussão deliciosa, perto do final da aula, uma aluna da primeira fila me
pediu para “fechar logo a aula” pois não se aguentava de curiosidade sobre o
desfecho daquele debate. Não tardei em resolver suas dúvidas e apresentei o grand
finale. Todos ficaram ainda mais maravilhados e a aula foi fechada da
melhor maneira possível – pelo menos, foi o que pensei. Deixei a sala com a
alma lavada e aquele ânimo que temos quando sentimos que nossa aula valeu a
pena. Pensava que havia plantado a sementinha da paixão, que faria com que a
maioria passasse a semana envolvida com o tema.
Na semana seguinte, porém, entendi que me
equivocara enormemente. Ao perguntar sobre quantos haviam lido o texto
suplementar que indicara, percebi, para minha surpresa e desalento, que ninguém
havia se debruçado sobre o tema. Ninguém! A discussão maravilhosa, que foi capaz de fazê-los
se encantar por um determinado tema da Filosofia, parecia ter morrido naquela
mesma noite. Onde estavam aqueles alunos que ficaram maravilhados? Afinal, “a
aula havia encantado a todos”, me dissera, animadíssima, a coordenadora, no dia
seguinte. Mas, que ânimo era aquele que, em menos de sete dias, não conseguiu
fazer com que um único aluno se dispusesse a rever e aprofundar o tema? A aula
fora ótima! Participação total! Encantamento! O que havia saído errado, então?
Ao indagar os alunos, ouvi, entre outras desculpas
- a maioria havia me alegado ter várias ocupações paralelas -, que a aula tinha
sido ótima e que não necessitaram de mais nada. Estavam satisfeitos! Agora,
bastaria darem uma estudada para a prova e tudo sairia bem.
Claramente percebi que havia dois objetivos
distintos. Da parte deles, o importante seriam as boas notas na prova – e, de
quebra, ainda desfrutaram de um momento delicioso, pensando e dizendo coisas
com que nunca, nem sequer, sonharam. De minha parte, não queria que se
preparassem apenas para a prova. Aliás, nem pensara nisso quando planejei a
aula. Vislumbrava estudantes pensando, buscando novas respostas e – o que é
melhor – novas questões. Gente querendo encontrar novos caminhos de percepção
do mundo. Gente que se transformasse a partir da aula e que projetasse essa
transformação no mundo. Gente querendo cada vez mais conhecimento! Afinal, para
onde escoara todo aquele encantamento?
Meses depois, naquele mesmo ano, vivenciando
frustrações desse mesmo tipo e não sabendo como mudar a situação, aconteceu um
fato que mudaria radicalmente minha percepção e minhas aulas. Num desses debates cuidadosamente planejados e
articulados, os alunos estavam em clima de êxtase, já esperando pelo
“fechamento” da aula, quando a solerte coordenadora entrou na sala para dar um
aviso. Lembro-me muito bem: iria informar aos alunos que, no dia seguinte, não
haveria aulas em razão de uma reunião.
Apesar de contentes com a notícia, viram,
frustrados, que os dois ou três minutos de conversa com a coordenadora haviam
lhes roubado os últimos instantes da aula. Isto significava que o “fechamento”
da minha aula teria de esperar até a semana seguinte para acontecer.
Alguns não pareciam frustrados, mas havia boa parte
da sala querendo uma palavrinha ou outra sobre como o dilema criado se
resolveria. Não podendo finalizar em respeito ao professor da aula seguinte que
chegava, fiz apenas uma indicação de um livro onde encontrariam uma pista para
que o mistério fosse desvendado. Tratava-se de um posicionamento filosófico de
um autor – Sartre, para ser mais exato - sobre certa questão filosófica,
e o livro indicado era um manual de filosofia, o qual discorria também
sobre o pensamento sartreano.
Saí sem grandes expectativas, pois sabia que uma
semana – ainda mais com um feriado no meio – era o suficiente para fazer
dissiparem-se todos os amores que a Filosofia ou qualquer outro campo do saber
pudessem despertar. Na semana seguinte, já havia me preparado para
terminar a discussão sobre o tema anterior e preparara inclusive um novo
assunto para a discussão da noite. Porém, não foi possível levar a cabo meu
planejamento. E isto por uma simples razão. Três alunas, que haviam procurado
as respostas no texto indicado, traziam, mais que soluções, novos
questionamentos sobre Sartre. E o que é mais interessante: haviam buscado novas
fontes para tratar as minhas e as novas questões levantadas.
Em poucos minutos, conseguiram mobilizar e agitar
toda a turma e a aula foi muito mais rica do que jamais pudera imaginar. E fui
quase que um consultor eventual, pois as meninas pareciam querer dirigir a
aula. Falavam com fluência e embasadas pelos textos todos que haviam lido. No
final, não deixei de fechar a aula, mas foi muito, muito além do que previra. A
aula dera frutos e três pessoas – e mais algumas que ficaram seduzidas pelo
brilho dos olhos das primeiras – passaram a amar e (pasme-se) ler Sartre – por
curiosidade e prazer.
Pensei, naquela noite, que talvez uma pequena luz
havia se acendido. Sim, pois, se encantamento não sobrevivera, um outro fator
havia aparecido. O incômodo. Ou, por que não dizer, o espanto! Naquele
momento, lembrei-me dos dizeres de Aristóteles sobre o saber filosófico surgir
do espanto. E pensei que se espantar não é o mesmo que se encantar.
Afinal, qualquer beleza pode nos encantar, mas não nos intrigará se já nos for
apresentada pronta e acabada. O mundo narrado nas suas curiosidades e belezas
nos fascina. Mas, somente quando nos deparamos com situações que nos incomodam
e nos tiram o sossego, é que nos mobilizamos para tentar saber de suas
verdades. Em outras palavras, somente quando algo nos causa espanto é que
passamos a querer dominá-lo e desvendá-lo de fato.
O humano sempre se espantou com as situações
fantásticas e enigmáticas da natureza – tempestades, o dia e a noite em
períodos regulares, a própria morte e tantos outros fenômenos. Mas, o elemento
mais forte sempre foi o fato de não possuir respostas imediatamente à mão. E
isto fez com que tentasse desvendá-las a qualquer custo, fosse buscando
respostas nas mitologias, nas religiões ou, mais tarde, usando somente a razão
e o mundo natural observado como material e equipamentos de investigação.
Afinal, a necessidade de compreendê-las, até mesmo para dominá-las, causava
inquietação e tirava qualquer tranquilidade.
Espanto pode ser entendido como sobressalto, susto ou,
até, assombro perante algum fato. Espanto acontece não só pelo
encantamento, mas também pelo desassossego por não se dominar as causas, os
porquês, as mais variadas (e possíveis) decorrências. Não posso deixar de
pensar na situação tão comum da pessoa que tem diagnosticada para si uma
enfermidade um pouco mais séria que o comum. Sem que lhe seja ordenado ou
sugerido, parte para uma investigação minuciosa sobre a tal doença. Pesquisa,
consulta várias fontes, compara-as. Tudo deve ser muito bem entendido. E
é comum nos admirarmos com a fluência com a qual a pessoa fala sobre sua
enfermidade. Não se contenta com o conhecimento superficial, mas quer saber
muito. Quer saber tudo!
De alguma maneira, os grandes pensadores
(cientistas, filósofos) devem ter sido tirados de seu estado de conforto,
quando se espantaram com alguma situação da natureza, do ser humano ou do que
quer que seja. Saíram do conforto porque as respostas não lhes foram sopradas
por ninguém. Se formos procurar na história da vida de gente como Galileu,
Newton ou Einstein, veremos que, apesar de brindados pela vida com grande
inteligência, somente lograram grandes feitos porque, lutando contra empecilhos
de todos os lados, puderam sanar boa parte do espanto que os fenômenos da
natureza lhes trouxeram.
Sem dúvida, a interrupção despretensiosa da
coordenadora me abriu um novo e importante caminho. A partir daquele dia,
comecei a não dar mais as coisas prontas para os alunos. Além disso, tornei o
enfoque dos temas mais complexo. Ao encantamento possível, passei a colocar
elementos de desassossego, de incômodo, de espanto. Mais que espetáculos para encantar,
minhas aulas passaram a ser desafios, enigmas a serem desvendados. A partir
dali, pude chegar nas semanas seguintes e perceber que pelo menos alguns alunos
da turma haviam se debruçado sobre meus mistérios.
É verdade que deixei de ser unanimidade. Alguns
passaram a me ver como o sujeito que não facilita as coisas. Não era mais o
“amigão”. Afinal, trocara o encantamento pelo espanto. Mas, as aulas estavam
sempre concorridas, principalmente no seu início. E descobri uma outra coisa:
passei a trabalhar menos. No início de cada aula, para “fechar” as
discussões, sempre apareciam jovens pesquisadoras repletas de argumentos,
cheias de vontade e tratando o meu tema como a um fenômeno gigantesco e
fantástico. Ou, penso eu, hoje, como a uma doença incurável. É isso! E talvez
elas próprias nunca mais tenham se curado daquele desejo de buscar respostas a
qualquer custo. Quem sabe não estejam doentes de paixão?
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segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Gilson Biondo entrevista Andréa Camargo - TV Cidade
Vamos falar sem medo sobre educação!
ANDRÉA CAMARGO fala sobre PROJETO PARCERIA e as frentes de trabalho onde atua no programa TV Cidade com GILSON BIONDO ... Imperdível.
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terça-feira, 28 de julho de 2015
Programação para crianças (Tecnologia - 2ª parte)
Programação para crianças (2ª parte)
A programação na escola seria uma
disciplina ou uma competência transdisciplinar? Se estiver dentro do currículo
que habilidades os professores precisam ter para ensinar programação? Qual
seria a formação ideal de professores para usar essa ferramenta?
“Se eu abrisse uma
escola, a programação seria tanto uma aula separada quanto uma atividade
transdisciplinar. Acho que devemos ter um foco especial para começar, mas
depois usaríamos todas as diferentes disciplinas. De novo, isso é muito
semelhante à escrita. Temos uma aula em que aprendemos a escrever e depois
usamos a escrita em todas as disciplinas. Acho que dependendo da experiência do
professor...ou que ele deveria ter.Acho que os professores têm de ter pelo
menos um pouquinho de experiência para começarem a trabalhar com programação,
mas não precisam de muita experiência. Acho que eles podem continuar
aprendendo junto com as crianças. Isso pode parecer assustador para alguns
professores, mas acho que faz parte da nova mentalidade que precisamos ter para
trazermos novas atividades criativas para a sala de aula. O professor
deve aprender com os alunos e fazer com que alunos mais velhos ensinem os mais
novos e criar uma comunidade em que todos se ajudem mutuamente. Vemos isso nos
clubes de Informática onde trabalhamos. Temos muitos tutores voluntários que
vêm trabalhar com os jovens no Clube de Informática. Muitos dos tutores têm mas
experiência em Arte e Música do que em Tecnologia e Programação, mas eles têm
um papel muito importante porque ajudam as crianças a serem expressivas e as
ajudam a preservar mesmo quando ficam frustrados, o que todas as pessoas
criativas precisam aprender a fazer. Se aparece uma pergunta que eles não sabem
responder, eles perguntam para outras pessoas e todas trabalham juntas. Acho
que, com o passar do tempo, haverá mais conhecimento sobre isso na sociedade
porque estamos em um momento difícil de transição, porque...Quando as crianças
de hoje crescerem... E hoje muitas crianças estão começando a usar Scratch e Scratch
Junior. Quando elas se tornarem professoras, daqui a 15 ou 20 anos, elas
estarão mais aptas a fornecer suporte as escolas. Nesse momento de transição,
acho que podemos introduzi-lo e os professores podem aprender o básico em um
workshop e continuarem ampliando o conhecimento à medida em que trabalham com
os alunos".
Veja a entrevista na
íntegra:
https://www.youtube.com/watch?t=17&v=A95XkiJjcaM
Experimente
você professor e gestor a usar gratuitamente algumas ferramentas de
programação:
http://programae.org.br/
Projeto gratuito
ensina programação para crianças. Saiba mais:
http://www1.folha.uol.com.br/tec/2014/10/1539308-projetos-gratis-ensinam-programacao-de-computadores-para-criancas.shtml _______________________________________________________
Programação para crianças (Tecnologia- 1ª parte)
Programação para crianças (1ª parte)
Em 21/07/2015, gravamos no nosso programa
do canal TV Cidade, uma entrevista com Marco Girotto e muitas pessoas me
perguntaram se esse assunto era atual dentro da educação.
Para auxiliar os docentes e gestores, resolvi ajudá-los com
algumas informações. Dentre elas, reproduzo a entrevista com Mitchel Resnick (diretor do grupo Lifelong
Kindergarten, do MIT Media Lab, criador da plataforma online Scratch, que permite aprender a programar).
Quando
questionado sobre qual idade ideal para as crianças apreenderem a programar,
Mitchel Resnick responde:
“Assim
que elas estiverem prontas. É o mesmo que apreender a escrever. Eu não
apressaria as crianças a aprenderem a escrever, mas eu lhes daria oportunidades
para começarem a se expressar. Então, eu teria esta entre as diversas
atividades que as crianças estão fazendo. Eles devem ter blocos de madeira para
construir torres, tinta para pintar e eles também devem ter Scratch Junior ou
coisas semelhantes para começar a contar suas próprias histórias interativas.
Isso deve fazer parte dos materiais que elas têm e as crianças podem começar a
usá-lo quando estiverem prontas. Não acho que existe uma idade ideal. Eu não as
impediria. Algumas crianças estariam prontas mais cedo do que outras, mas que
todas as crianças devem ter uma variedade de materiais e de mídia para
conseguirem se expressar" .
Veja a entrevista na
íntegra:
https://www.youtube.com/watch?t=17&v=A95XkiJjcaM
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Marcadores:
computação,
computadores,
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Lifelong Kindergarten,
Marco Girotto,
Mitchel Resnick,
programação para crianças,
Scratch,
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