terça-feira, 12 de maio de 2015

Brasil, Pátria Educadora? Diversos olhares.


Brasil, Pátria Educadora? Diversos olhares.

 “Brasil, Pátria Educadora” é o slogan do segundo mandato da Presidenta Dilma Rousseff. Congresso. Segundo ela, o termo tem duplo sentido e quer dizer, ao mesmo tempo, que a educação é a “prioridade das prioridades” e também que o governo deve procurar sempre um sentido formador em todas as suas ações.

Brasil, Pátria Educadora?

Talvez não, frente a humilhante posição ocupada pelo Brasil. A 38ª de 40 países no ranking divulgado em maio de 2014, o qual analisou resultados de provas de Matemática, Ciências e leitura, e também índices como taxas de alfabetização e aprovação escolar.

Talvez não, por conta do investimento para que tal processo ocorra. Dizer que a "pátria educadora" será constituída graças aos royalties do pré-sal é insuficiente. Mesmo se a Petrobras superar suas dificuldades financeiras, se a engenharia for eficaz para extrair o petróleo daquela profundidade, se o preço do barril voltar ao patamar de US$ 100, se a crise ambiental não forçar a substituição do combustível fóssil por outras fontes, mesmo assim, em 2034, o pré-sal só conseguirá fornecer R$ 35 bilhões, cerca de 5,5% dos recursos necessários para o Brasil virar uma pátria educada. Prometer que a nação educada será financiada pelo pré-sal é menos seguro do que se a princesa tivesse dito que os escravos seriam alforriados graças a royalties obtidos pela exploração de café em novas áreas a serem abertas em regiões ainda não desbravadas.


Talvez não, pelo tempo já perdido. Não é segredo pra ninguém que a educação no Brasil vai de angustiante a sofrível. É comum ver adolescentes que entram no ensino médio escrevendo coisas como “intendi; poriço; voçê” dentre outras pérolas. Muitos saem de lá com os mesmos vícios. Dizer que a educação será a prioridade das prioridades não implica apenas em construir mais colégios, adotar o ensino integral, criar cursos relâmpagos profissionalizantes ou adotar tablets no lugar de livros. Os professores são a mola-mestra de todo o sistema educacional mundial. Não existe bom ensino se não houver professores dedicados e satisfeitos com a profissão escolhida. E para que isso aconteça, a valorização destes profissionais é o ponto de partida para uma verdadeira revolução na educação brasileira.
Escrito por Lúcio Big


Talvez não, porque virou tema de música by Lobão! A Posse dos Impostores.
Não há sombra de fúria no Planalto Central
na fraqueza mortal do rebanho no redil
É a Odisséia do Insulto, a vitória ideal
Do fracasso, do débil, do inútil servil
Da Terra do Nunca, onde é proibido crescer
À Terra do Menos onde o esmero é encolher
Paraíso minúsculo do impostor
Da fraude sem escândalos, amnésia e calor
Esterilizando mamatas, silêncio e lorota
A mordaça é a grana e patrulha, a chacota
Gritar vou gritar: Até quando vão enganar
O rebanho no redil alegre a sambar?
Quem precisa correr, quem precisa lutar?
Quem precisa mentir, quem precisa sangrar?
Quantos já se calaram, quantos se foram em vão?
Resistir será fútil quando as ruas se inundarão
Há uma sombra de fúria na impostora eleita
Rodeada de castrados com a nossa receita
Com sua pompa vulgar de botijão de gás
Estamos fartos de um país frouxo, injusto e ineficaz.
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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Reunião de Pais Interativa.


Reunião de Pais Interativa

                  Muitas têm sido as necessidades e aflições que os pais enfrentam no processo de educação de seus filhos. Adaptar-se a esse ”novo mundo” globalizado não tem sido fácil. Alguns deles sentem os desafios das novas tecnologias com todo seu avanço e influências sobre seus filhos. A vida parece estar mais “corrida” o que dificulta a participação deles em acompanhar o crescimento de seus filhos. Essa participação fica cada vez mais escassa na medida em que a adolescência chega. Somado a todos esses e muitos outros fatores, os questionamento sobre autoridade, limites e individualidade aflora cada vez mais. Os confrontos tornam-se inerentes ao processo.
                   Pensando nessas problemáticas, o Projeto Parceria oferece uma oportunidade para a escola em convidar os pais, num momento adequado para que se estabeleça um diálogo diferenciado entre Escola e Família. Essa ação, feita por uma pessoa “neutra ao contexto” promoverá não só “o falar”, mas também “o ouvir” utilizando uma dinâmica de acolhimento para que todos se sintam parte integrante do processo, evitando com que coloquem o peso da responsabilidade somente sobre a escola. 
                Sugerimos alguns temas que dão “start” ao diálogo. Lembrando que alguns deles são mais oportunos para determinadas faixas etárias do que outras:

  • A tecnologia não é a única vilã.
  • O mundo nas mãos dos filhos, mas também na nossa.
  • Parceria Escola – Família. Uma dupla com o mesmo objetivo.
  • Ética: mais do que um tema, uma ação.  
  • Inteligência emocional: lidando com as adversidades.  
  • Tarefa para casa. Para alunos ou para os pais?    
  • Adolescência: uma transição ou um complicador?
  • Limites e amor. Autoridade ou disciplina necessária? 

                          
                Os encontros (no formato mais dinâmico) têm a duração de uma hora e meia a duas horas.
                  Caso o colégio não queira aplicar dinâmica, preferindo “apenas uma palestra formal” sobre os temas sugeridos, não haverá problema! A palestra nesse caso terá a duração de 30 a 40 minutos somente.
            Se a escola necessitar que outro tema seja “construído” de forma mais específica para um dos segmentos, poderá solicitar.   

“... e não ignoro que todas as ilhas, mesmo as
conhecidas, são desconhecidas enquanto não
desembarcamos nelas”.
José Saramago


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terça-feira, 28 de abril de 2015

17 perguntas e respostas sobre o comportamento infantil


17 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O COMPORTAMENTO INFANTIL

Listamos algumas situações em que os pais se perguntam como proceder ou como resolver tudo da melhor maneira possível


O que fazer quando seu filho morde o amiguinho, dá tapas em você ou se atira no chão e começa a gritar? A ideia, claro, é sempre optar pelo caminho da boa educação. Para isso, conversamos com alguns especialistas, que sugerem maneiras de como lidar com o pequeno –seja um bebê, seja uma criança pequenina – diante desses comportamentos

Decifrar o comportamento infantil não é tarefa fácil para os pais. A busca por respostas costuma esbarrar na maneira como eles criam os filhos, na quantidade de “nãos” que conseguem dizer a eles, nos limites que são capazes de impor.

Muitas vezes, os adultos intuem como devem agir, mas o medo de frustrar as crianças acaba resultando em resignação. “Elas são assim mesmo”, dizem. Realmente, crianças têm atitudes-padrão em cada fase da vida, mas isso não significa que os adultos tenham de acatar ordens e aceitar todos os ataques como naturais no processo de desenvolvimento. Para ajudar os pais a agir nesses momentos difíceis, procuramos especialistas em educação e comportamento infantil, que sugerem alguns caminhos.

Leia as perguntas no Link abaixo: 
17 perguntas e respostas sobre comportamento infantil

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Os vampiros de energias por Vera Caballero.


Os vampiros de energias por Vera Caballero*

Todos nós os conhecemos, sabemos como são, como se vestem, como agem e seus propósitos: sugar o sangue de suas vítimas, pois só assim sobrevivem. Esses são os vampiros dos filmes, seres errantes de capa preta e grandes dentes, ávidos por sangue, que andam pelas sombras em busca de suas vítimas. Mas existe um tipo de vampiro que convivemos diariamente - os vampiros de energia. Eles podem ser nosso irmão, marido ou esposa, empregado, amigo, vizinho, gerente do banco, ou seja, qualquer um do nosso convívio. Eles roubam energia vital, comum no universo, mas que eles não conseguem receber.

Mas, afinal, por que estas pessoas sugam nossa energia?
Bem, em primeiro lugar a maioria dos vampiros de energia atua inconscientemente, sugando a energia sem saber o que estão fazendo. Isso acontece porque elas não conseguem absorver as energias das fontes naturais e ficam desequilibradas energeticamente. Quando essas pessoas bloqueiam o recebimento destas energias naturais (ou vitais), precisam encontrar outras fontes mais próximas, que nada mais são do que as pessoas ao redor. Na verdade, quase todos nós, num momento ou outro da vida, quando nos encontramos em um estado de desequilíbrio, acabamos nos tornando vampiros da energia alheia.

Como identificar e combater essas pessoas?
1. Vampiro cobrador: cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, já vem cobrando o porquê não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, abrirá as portas. O melhor é usar de sua própria arma, cobrando de volta e perguntando por que ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, sem tempo para retrucar e se retire rapidamente. 

2. Vampiro crítico: crítica tudo e todos, e o pior que é só critica negativamente. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado, que abrirá seu sistema para que a energia seja sugada. Diga "não " à suas críticas e nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. O melhor é cair fora e cortar o contato. 

3. Vampiro adulador: o famoso puxa-saco. Adula o ego da vítima, cobrindo-a de elogios falsos, tentando seduzi-la. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.


4. Vampiro reclamador: reclama de tudo e de todos. Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. O mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos. A melhor tática é deixá-lo falando sozinho.

 
5. Vampiro inquiridor: sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo e não dá tempo para que a vítima responda. Na verdade ele não quer respostas mas sim desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo de pensamentos. Para sair de suas garras, não se ocupe à procura de respostas. Reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal, contundente e procure se afastar assim que possível.


6. Vampiro lamentoso: são os lamentadores profissionais, que anos a fio choram sua desgraça. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz de tudo para despertar pena. É sempre o coitado, a vítima. Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, pois elas não resolvem situação alguma. 


7. Vampiro pegajoso: investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos. Ele suga a energia seduzindo ou provocando náuseas e repulsa. Nos dois casos você estará desestabilizado e vulnerável. Invente uma desculpa e fuja rapidamente. 

8. Vampiro grilo-falante: a porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Pode falar durante horas, e enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se invente uma desculpa, levante-se e vá embora.


9. Vampiro hipocondríaco: cada dia aparece com uma doença nova. É desse jeito que chama a atenção dos outros, despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os pormenores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos, rouba a energia do ouvinte, que depois sente-se péssimo. 

10. Vampiro encrenqueiro: para ele o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia. Não dê campo para a agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro.


Bem, agora que você já conhece como agem os vampiros de energia, livre-se deles o mais rápido possível. Mas não esqueça de verificar se você, sem querer é obvio, não faz parte dessa lista...

*Vera Caballero é jornalista, orientadora metafísica e professora de bioenergias e proteção psíquica.

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domingo, 26 de abril de 2015

O que te faz ÚNICA?

Contando histórias para seu filho por Andréa Camargo.


Contando histórias para seu filho.  
Por Andréa Camargo – março 2015.  

“(...) É ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes, como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor, a insegurança, a tranquilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente tudo o que as narrativas provocam em quem as ouve – com toda amplitude, significância e verdade que cada uma delas fez (ou não) brotar... Pois é ouvir, sentir e enxergar com os olhos do imaginário”. Fanny Abramovich, 1989.  

                        Contar histórias é uma experiência de interação. Constitui um relacionamento cordial entre a pessoa que conta e os que ouvem, estabelecendo uma interação que aproxima todos os envolvidos no processo. Momento esse que possibilita descobrir o imenso mundo de conflitos, dificuldades, impasses, soluções, confusões, “sins”, “nãos”, que todos atravessamos e vivemos de um jeito ou de outro, através das vivências dos personagens.
                        As narrativas sempre se constituíram relato essencial da capacidade humana de fabular, fantasiar e criar. Tanto o “contador” quanto o ouvinte envolvem-se, encantam-se, dialogam e eu diria que será melhor ainda, se esse “contador” for uma pessoa da família! Que tal você pai, mãe, avó, tia, madrinha, padrinho, irmã mais velha... O fato de narrar uma história, além de atividade lúdica, amplia a imaginação e ajuda a criança a organizar sua fala, através da coerência e da realidade. O ver, sentir e ouvir são as primeiras disposições na memória das pessoas. São os “meios sensoriais” para que possa comunicar-se, expressar-se bem, no tom certo! Os contos enriquecem nosso espírito, iluminam nosso interior, e, ao mesmo tempo, nos tornam mais protagonistas na resolução dos problemas e mais flexíveis para aceitar diferenças. 
                     Você, membro dessa família linda que oportunizará essa criança a ouvir sua voz, mude o timbre, faça uma voz diferente para cada personagem, dê um brilho alternado no olhar, alterne as expressões faciais. Construa um cenário simples com roupas diferentes, use uma luva em pleno verão, um prato simbolizando a cozinha, um carrinho de brinquedo para mostrar que o personagem dirigia uma carruagem, use um lenço como capa, “se figurine”, inove, mude, permita que sua imaginação “ferva” junto com a história. O resultado dessa “brincadeira”, ficará eternizado na memória.
                   Você pode estar se perguntando e se meu filho, neto, sobrinho... não quiser ouvir nada! Tiver muito mais preocupado ou interessado em ficar jogando game ou conversando com amigos? Nesse caso, compartilho com você algumas dicas de Jerry Wyckoff e Barbara C. Unell “Não quero que você leia para mim!”
                 
Dicas úteis:
Ø  Faça da leitura uma parte da rotina diária de seu filho para que ele aprenda a esperar com alegria esse momento.

Ø  Deixe que seu filho o veja lendo sozinho todos os dias.

Ø  Limite o tempo de televisão e sugira a leitura sempre que ele procurar alguma atividade para se distrair.

Ø  Não reclame de ler ou estimular a leitura pelo mesmo livro todas as noites, até encerrá-lo. A criança se sente segura mesmo com a repetição e a consistência do que está sendo lido para ela, de acordo com seu entusiasmo.

Ø  Use o positivismo e não a obrigatoriedade! “Nós nos divertimos tanto com essa história!” “Escolhi essa história porque achei interessante ler com você!” “Vamos marcar um horário para nossa leitura e depois podemos brincar com seus jogos?”

                      Afinal, ler a história, deve ser apenas um pretexto para ficar mais com seu filho! Ou sobrinho, afilhado, enteado... Boa contação de histórias!

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O que temer na educação do seu filho? 2ª parte.


O que temer na educação do seu filho?

Por Andréa Camargo – abril 2015 - 2ª parte.

                     A criança deixa de temer esses adultos e passa a enfrentá-los. Nos finais de semana são travadas verdadeiras batalhas! Percebem que seus pais tiveram uma péssima semana e violam todos os níveis de paciência durante o passeio ou a viagem no final de semana, o qual deveria existir para unir, apaziguar, ser um “momento agradável em família”. Esses pequenos tiranos sabem que muitos desses adultos se acovardam frente ao legado mais jovem e tudo que os acompanha, como suas imposições e exigências. Cabe-lhes chorar, gritar, fazer manhas e pirraças, ofender, humilhar, verbalizar muito do que ouviram e viram durante a semana. Sabem que não tardará e a batalha será ganha! Vencerão pelo cansaço, pois esses adultos estarão exauridos para travarem longos e determinantes diálogos onde quer que estejam. Para os adultos valeu muito mais à pena falar mal dos outros durante seis dias em seus lares, do que “perder um dia” orientando, conversando, rindo, jantando, aprendendo e ensinando seus futuros herdeiros comportamentais a reproduzirem o que seja mais útil e necessário para nossa sociedade chamada de “contemporânea”.
                  Infelizmente essa “sociedade” na qual todos nós fazemos parte, inclusive os péssimos vizinhos de plantão que não são exemplo de nada, não poderiam julgar como fazem algumas atuações mais firmes e decididas de alguns pais, que ainda acreditam na correção de seus filhos (em tempo hábil) seja com um “tapinha corretivo” (no lugar certo) ou um belo e sonoro “não” mais determinante para recuperar o que poderia se perder! Dizer “não”, tornou-se sinônimo de autoritarismo para especialistas “farsantes” da chamada “Psicologia Moderna”. Em busca da perfeição, os medos surgiram dentro dos pais modernos. Daqueles que não queriam “reproduzir o que sofreram”.  Temer! Quem teme quem agora? Será que você sente falta de “temer” seus pais? Era tão ruim assim ser quase que um “devoto” deles?
                    Adultos estão correndo riscos de “temer” tanto seus “pequenos aprendizes” que muitos pais não podem quiçá dormir na mesma casa que seus filhos para não amanhecerem mortos! Cruel dizer isso? Infelizmente sim, mas necessário. Alguém precisa relembrar a parte mais “suja da conversa”! O que poderíamos achar improvável até alguns anos atrás, hoje é muito mais comum do que se imagina, as crianças iniciarem com pequenas manipulações e mentiras até chegarem ao extremo da agressividade “não medida” (a morte - o homicídio) mesmo que não seja de um adulto, pode ser de outra criança ou um animalzinho. Muitas vezes não esperada, mas desejada. Aquele momento que mencionei anteriormente, o valioso “um único dia da semana” faria toda a diferença em muitos desses casos. Perfeito seriam termos os sete dias de acompanhamento, diálogos, orientações e “nãos” ou “sins justificáveis”. Bem, que seja num único dia para justamente oportunizar momentos valiosos e preciosos com seus filhos, não necessitando “chegar à correção”, mas no momento da prevenção!
                    Pais deveriam parar de justificar suas más condutas e falta de firmeza com seus filhos culpando o cansaço físico, o esgotamento do dia, a irritação que passam no trabalho, as perseguições profissionais, o baixo salário, os problemas governamentais, as mágoas acumuladas, os ciúmes doentios que consomem horas do seu dia, a busca incondicional por corpos perfeitos, pelas aparências falidas familiares, a busca implacável por um “novo pai” ou uma “nova mãe” para os filhos que já têm. A desesperada necessidade sexual que só trará mais problemas para dentro dos lares. São tantas as justificativas decretadas e condicionadas, que esses adultescentes não percebem que seus filhos estão se “desumanizando”. Talvez igual ou numa pose piorada deles. Depois não adianta reclamar na velhice que foram internados em clínicas ou casas de repouso porque ninguém teve paciência com você. Óbvio. Você também não teve paciência com seu filho. Mas por favor, não encurte o “tom da paciência” fazendo o que eles querem ou dando o que desejam. Não repliquem o erro do consumismo compulsivo! O mesmo que você tem quando anda pelo shopping. Filhos sabem que estão comprando mais do que podem gastar! Sabem que estão na beira da falência e devendo para bancos! Essa conversa, eles também ouviram!         
                     Paciência para resgatar as conversas, brincadeiras saudáveis e regras a serem cumpridas. Onde foram parar aqueles jogos divertidos que uniam amigos e famílias? As bolas de gude, pular elástico, amarelinha, bambolê, passa anel, os tijolinhos de montar que despertaram em muitos adolescentes a vontade de serem engenheiros e construtores. A brincadeira de acampar no quintal, fazer cabana no quarto, piquenique, esconde-esconde, pega-pega, queimada, lenço-atrás, peteca, aulas de culinária, forca, stop... O mais engraçado de tudo isso é que hoje temos espaços mais seguros para desenvolvermos essas brincadeiras dentro dos condomínios, mas as crianças e adolescentes não têm com quem brincar! Não têm tutores que organizem e passem a sabedoria popular e a cultura local de geração para geração. Quando vejo um grupo de crianças e adolescentes num espaço pequeno e em determinados condomínios ou quando os pais são solicitados por organizadores a brincarem com seus filhos fazendo um circuito de brincadeiras e atividades coletivas, fico encantada com o entusiasmo de todos! Isso sim é infância bem assistida!
                 Plantarmos esses momentos, cultivar saúde física, mental e social e parar de plantarmos humanos fúteis, mesquinhos, fofoqueiros, perversos, mentirosos, raivosos, egoístas, escandalosos, promíscuos. Colherás o que plantares. Sempre haverá tempo para mudarmos a situação! Cabe a nós aceitarmos o desafio da mudança ou rejeitá-lo e repetir dia após dia as mesmas ações! Por isso te pergunto: o que você mais TEME no processo de criação e educação do seu filho?   

Veja a 1ª parte desse texto. 
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