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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Desde quando conheces sua criança interior?

Conheça a criança "interna" que existe dentro de você e a criança "externa" que você tem! 



Excelente para treinar seu Espanhol! 

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domingo, 26 de abril de 2015

Contando histórias para seu filho por Andréa Camargo.


Contando histórias para seu filho.  
Por Andréa Camargo – março 2015.  

“(...) É ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes, como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor, a insegurança, a tranquilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente tudo o que as narrativas provocam em quem as ouve – com toda amplitude, significância e verdade que cada uma delas fez (ou não) brotar... Pois é ouvir, sentir e enxergar com os olhos do imaginário”. Fanny Abramovich, 1989.  

                        Contar histórias é uma experiência de interação. Constitui um relacionamento cordial entre a pessoa que conta e os que ouvem, estabelecendo uma interação que aproxima todos os envolvidos no processo. Momento esse que possibilita descobrir o imenso mundo de conflitos, dificuldades, impasses, soluções, confusões, “sins”, “nãos”, que todos atravessamos e vivemos de um jeito ou de outro, através das vivências dos personagens.
                        As narrativas sempre se constituíram relato essencial da capacidade humana de fabular, fantasiar e criar. Tanto o “contador” quanto o ouvinte envolvem-se, encantam-se, dialogam e eu diria que será melhor ainda, se esse “contador” for uma pessoa da família! Que tal você pai, mãe, avó, tia, madrinha, padrinho, irmã mais velha... O fato de narrar uma história, além de atividade lúdica, amplia a imaginação e ajuda a criança a organizar sua fala, através da coerência e da realidade. O ver, sentir e ouvir são as primeiras disposições na memória das pessoas. São os “meios sensoriais” para que possa comunicar-se, expressar-se bem, no tom certo! Os contos enriquecem nosso espírito, iluminam nosso interior, e, ao mesmo tempo, nos tornam mais protagonistas na resolução dos problemas e mais flexíveis para aceitar diferenças. 
                     Você, membro dessa família linda que oportunizará essa criança a ouvir sua voz, mude o timbre, faça uma voz diferente para cada personagem, dê um brilho alternado no olhar, alterne as expressões faciais. Construa um cenário simples com roupas diferentes, use uma luva em pleno verão, um prato simbolizando a cozinha, um carrinho de brinquedo para mostrar que o personagem dirigia uma carruagem, use um lenço como capa, “se figurine”, inove, mude, permita que sua imaginação “ferva” junto com a história. O resultado dessa “brincadeira”, ficará eternizado na memória.
                   Você pode estar se perguntando e se meu filho, neto, sobrinho... não quiser ouvir nada! Tiver muito mais preocupado ou interessado em ficar jogando game ou conversando com amigos? Nesse caso, compartilho com você algumas dicas de Jerry Wyckoff e Barbara C. Unell “Não quero que você leia para mim!”
                 
Dicas úteis:
Ø  Faça da leitura uma parte da rotina diária de seu filho para que ele aprenda a esperar com alegria esse momento.

Ø  Deixe que seu filho o veja lendo sozinho todos os dias.

Ø  Limite o tempo de televisão e sugira a leitura sempre que ele procurar alguma atividade para se distrair.

Ø  Não reclame de ler ou estimular a leitura pelo mesmo livro todas as noites, até encerrá-lo. A criança se sente segura mesmo com a repetição e a consistência do que está sendo lido para ela, de acordo com seu entusiasmo.

Ø  Use o positivismo e não a obrigatoriedade! “Nós nos divertimos tanto com essa história!” “Escolhi essa história porque achei interessante ler com você!” “Vamos marcar um horário para nossa leitura e depois podemos brincar com seus jogos?”

                      Afinal, ler a história, deve ser apenas um pretexto para ficar mais com seu filho! Ou sobrinho, afilhado, enteado... Boa contação de histórias!

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O que temer na educação do seu filho? 2ª parte.


O que temer na educação do seu filho?

Por Andréa Camargo – abril 2015 - 2ª parte.

                     A criança deixa de temer esses adultos e passa a enfrentá-los. Nos finais de semana são travadas verdadeiras batalhas! Percebem que seus pais tiveram uma péssima semana e violam todos os níveis de paciência durante o passeio ou a viagem no final de semana, o qual deveria existir para unir, apaziguar, ser um “momento agradável em família”. Esses pequenos tiranos sabem que muitos desses adultos se acovardam frente ao legado mais jovem e tudo que os acompanha, como suas imposições e exigências. Cabe-lhes chorar, gritar, fazer manhas e pirraças, ofender, humilhar, verbalizar muito do que ouviram e viram durante a semana. Sabem que não tardará e a batalha será ganha! Vencerão pelo cansaço, pois esses adultos estarão exauridos para travarem longos e determinantes diálogos onde quer que estejam. Para os adultos valeu muito mais à pena falar mal dos outros durante seis dias em seus lares, do que “perder um dia” orientando, conversando, rindo, jantando, aprendendo e ensinando seus futuros herdeiros comportamentais a reproduzirem o que seja mais útil e necessário para nossa sociedade chamada de “contemporânea”.
                  Infelizmente essa “sociedade” na qual todos nós fazemos parte, inclusive os péssimos vizinhos de plantão que não são exemplo de nada, não poderiam julgar como fazem algumas atuações mais firmes e decididas de alguns pais, que ainda acreditam na correção de seus filhos (em tempo hábil) seja com um “tapinha corretivo” (no lugar certo) ou um belo e sonoro “não” mais determinante para recuperar o que poderia se perder! Dizer “não”, tornou-se sinônimo de autoritarismo para especialistas “farsantes” da chamada “Psicologia Moderna”. Em busca da perfeição, os medos surgiram dentro dos pais modernos. Daqueles que não queriam “reproduzir o que sofreram”.  Temer! Quem teme quem agora? Será que você sente falta de “temer” seus pais? Era tão ruim assim ser quase que um “devoto” deles?
                    Adultos estão correndo riscos de “temer” tanto seus “pequenos aprendizes” que muitos pais não podem quiçá dormir na mesma casa que seus filhos para não amanhecerem mortos! Cruel dizer isso? Infelizmente sim, mas necessário. Alguém precisa relembrar a parte mais “suja da conversa”! O que poderíamos achar improvável até alguns anos atrás, hoje é muito mais comum do que se imagina, as crianças iniciarem com pequenas manipulações e mentiras até chegarem ao extremo da agressividade “não medida” (a morte - o homicídio) mesmo que não seja de um adulto, pode ser de outra criança ou um animalzinho. Muitas vezes não esperada, mas desejada. Aquele momento que mencionei anteriormente, o valioso “um único dia da semana” faria toda a diferença em muitos desses casos. Perfeito seriam termos os sete dias de acompanhamento, diálogos, orientações e “nãos” ou “sins justificáveis”. Bem, que seja num único dia para justamente oportunizar momentos valiosos e preciosos com seus filhos, não necessitando “chegar à correção”, mas no momento da prevenção!
                    Pais deveriam parar de justificar suas más condutas e falta de firmeza com seus filhos culpando o cansaço físico, o esgotamento do dia, a irritação que passam no trabalho, as perseguições profissionais, o baixo salário, os problemas governamentais, as mágoas acumuladas, os ciúmes doentios que consomem horas do seu dia, a busca incondicional por corpos perfeitos, pelas aparências falidas familiares, a busca implacável por um “novo pai” ou uma “nova mãe” para os filhos que já têm. A desesperada necessidade sexual que só trará mais problemas para dentro dos lares. São tantas as justificativas decretadas e condicionadas, que esses adultescentes não percebem que seus filhos estão se “desumanizando”. Talvez igual ou numa pose piorada deles. Depois não adianta reclamar na velhice que foram internados em clínicas ou casas de repouso porque ninguém teve paciência com você. Óbvio. Você também não teve paciência com seu filho. Mas por favor, não encurte o “tom da paciência” fazendo o que eles querem ou dando o que desejam. Não repliquem o erro do consumismo compulsivo! O mesmo que você tem quando anda pelo shopping. Filhos sabem que estão comprando mais do que podem gastar! Sabem que estão na beira da falência e devendo para bancos! Essa conversa, eles também ouviram!         
                     Paciência para resgatar as conversas, brincadeiras saudáveis e regras a serem cumpridas. Onde foram parar aqueles jogos divertidos que uniam amigos e famílias? As bolas de gude, pular elástico, amarelinha, bambolê, passa anel, os tijolinhos de montar que despertaram em muitos adolescentes a vontade de serem engenheiros e construtores. A brincadeira de acampar no quintal, fazer cabana no quarto, piquenique, esconde-esconde, pega-pega, queimada, lenço-atrás, peteca, aulas de culinária, forca, stop... O mais engraçado de tudo isso é que hoje temos espaços mais seguros para desenvolvermos essas brincadeiras dentro dos condomínios, mas as crianças e adolescentes não têm com quem brincar! Não têm tutores que organizem e passem a sabedoria popular e a cultura local de geração para geração. Quando vejo um grupo de crianças e adolescentes num espaço pequeno e em determinados condomínios ou quando os pais são solicitados por organizadores a brincarem com seus filhos fazendo um circuito de brincadeiras e atividades coletivas, fico encantada com o entusiasmo de todos! Isso sim é infância bem assistida!
                 Plantarmos esses momentos, cultivar saúde física, mental e social e parar de plantarmos humanos fúteis, mesquinhos, fofoqueiros, perversos, mentirosos, raivosos, egoístas, escandalosos, promíscuos. Colherás o que plantares. Sempre haverá tempo para mudarmos a situação! Cabe a nós aceitarmos o desafio da mudança ou rejeitá-lo e repetir dia após dia as mesmas ações! Por isso te pergunto: o que você mais TEME no processo de criação e educação do seu filho?   

Veja a 1ª parte desse texto. 
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O que temer na educação do seu filho?


O que temer na educação do seu filho?
Por Andréa Camargo – abril 2015 - 1ª parte. 

                  Temer! Qual o verdadeiro significado desse verbo? No bom e velho dicionário encontramos “recear”. Mas quem teme, é temente. Nesse caso, o verbo deixou de ser “aparentemente” mal interpretado e passou a ser um adjetivo muito bem qualificado! Pois quem é temente, torna-se cuidadoso, possui respeito. Como o cristão que é temente a Deus. Ele é reverente a Deus. 
                  Nesse sentido, pergunto para você pai e mãe. Quanto seu filho é temente a você? Antigamente filhos eram tementes aos pais porque tinham respeito. O olhar dialogava, resolvia qualquer situação. Os filhos acreditavam que seus pais sabiam muito e esse muito era sobre todo e qualquer assunto. Eles praticamente se reverenciavam aos seus pais. Muitas vezes, nem percebiam que seus pais não sabiam resolver “quase tudo”. E se isso não acontecesse, estava tudo bem! Passava despercebido aos olhos das crianças e os pais pesquisavam na Bíblia, em livros e revistas que colecionavam das bancas de jornal, ouviam conselhos de outros familiares, experiências que deram certo ou no máximo erravam sem culpa. Seguiam seus instintos. Eram erros e acertos permissíveis e assertivos na grande maioria das vezes. Podemos perceber isso com a geração que hoje, em 2015 tem entre 40 e 50 anos de idade. Que pessoas e profissionais são esses?
                 Que estruturas mentais, sociais, afetivas eles possuem? Quão se mostram autônomos em suas próprias decisões? Quão inseguros são? Como é sua estrutura física e sua saúde?
                  Hoje os livros triplicaram páginas sobre “dicas para educar”, existem dezenas de aplicativos para acompanhar os filhos, profissionais especializados por cada parte do corpo da criança, tecnologia de ponta para “ensinar” tudo, milhões de roupas, acessórios, brinquedos eletrônicos, muitos recursos que dispensam a presença dos pais. Uma fábrica para “isentar responsabilidades paternas”. Mesmo porque, muitos dos pais já não sabem mais mexer com toda essa parafernália tecnológica! Não acompanharam a “evolução” dos aparelhos. São os filhos que ensinam os pais. É aí que o perigo mora!
                 Quando um filho “ensina” os pais, ele assume o papel de “mandante”. Ele não tem maturidade em perceber que esse “curto tempo” é conhecido como “momento de troca do conhecimento”. Na cabecinha deles, os pais estão sabendo menos ou quase nada que eles. Se os pais “deixaram” de saber, é sinal que os filhos não precisam temê-los mais ou reverenciá-los. Pois quem sabe, dita regras e normas. É detentor do saber. Não era assim na antiga formação pedagógica? Ou isso não mudou? Incrível, a criança e o adolescente perceberam que alguns de seus professores, pais, vizinhos, amigos, familiares que se mostram “sem informação” (não conhecimento) devem ser mandados, tripudiados, desdenhados e até ironizados em dados momentos.
                  Esses “pequenos ditadores” tiveram maturidade para “evoluir” sozinhos e detectar fragilidades dos adultos. Sabem analisar falas que os pais proferem, detectam posturas (nem sempre edificantes) trazidas para casa após um longo dia de trabalho, escutam as mães falando mal de outras mulheres, os pais xingando o juiz no jogo, ouvem os “pré-julgamentos” que adultos fazem sobre outros adultos, as brigas entre o casal que só leva a perda de respeito, as crianças fingem dormir para escutarem conversas ao telefone dos pais (às vezes até gravam) e isso tudo vai formando seu temperamento, seu caráter e não só dando o direito deles imitarem os comportamentos “adultescentes” dos pais ou das referências que deveriam ser adultas em casa, mas lhes dá o direito de perder cada vez mais o respeito, a credibilidade, a admiração e a estima. 

Veja a 2ª parte desse texto! 
                   

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

                  PALESTRAS E OFICINAS 2015


                Independentemente do material que o colégio adota seja Sistema de Ensino ou livros didáticos, temos percebido o número alarmante de professores que não recebem os devidos cursos preparatórios por parte das editoras. São oferecidos recursos tecnológicos de ponta como as lousas digitais, tablets, plataformas de ensino entre outros, porém os docentes ainda ministram aulas com a mesma sistematização de vinte anos atrás, a qual tem sido ineficaz com essa geração. Para tanto, a assessoria percebeu esse distanciamento na sala de aula entre professor-aluno-otimização e estará oferecendo palestras para auxiliar o docente a construir aulas mais interessantes, inovadoras, contextualizadas e transdisciplinares para essa nova geração de crianças e adolescentes.

              Palestras / Oficinas oferecidas para professores da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental:
  •     Situação problema: desafiando o professor, não só o aluno!
  •  Trabalhando com atividades contextualizadas a partir do conhecimento prévio do aluno.
  •   Competência leitora: letrar ou exercitar? Como conciliar essas “pontas”?
  •     Oficina da Matemática: jogos que enriquecerão sua teoria.
  •     Oficina de Língua Portuguesa: Transposição de gêneros Literários.
  •     Tarefa de casa: uma ação a ser reaprendida por todos.
  •     Avaliação: competências, habilidades e contextualização.  
  •     Educação Infantil: uma fase que vai além do simples brincar!


               Palestras oferecidas para professores do 6º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio as quais apontam ações para todas as disciplinas:
  •   Reconhecendo os conhecimentos prévios necessários para avançarmos na matéria.
  •     Gestão da sala de aula. Você é um gestor ou “simples fazedor” na sala de aula?
  •    Nailor Marques Junior e o fator tempo. Aprimorando minhas práticas docentes e otimizando o tempo.
  •   Bartolomeu Campos de Queiróz: letrar nesse ciclo até a Universidade.
  •      Educação: a chave para o conhecimento e para transformação.
  •    Uma visão mais ampla sobre a minha disciplina: práticas e curiosidades.
  •    Tecnologia Educacional: uma visão didática sobre os recursos tecnológicos.
  •     Liderança ou gestão na solução de problemas: como lidar com esse adolescente?
  •   Construindo a Cidadania muito além do discurso, um fazer criativo!

          O Projeto Parceria ainda dispõe de palestras para as famílias em datas específicas como Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia das Avós ou reuniões de pais.
        
           Caso a escola necessite que algum tema seja “construído” de forma mais específica para qualquer segmento, a fim de suprir necessidades pontuais do grupo, poderá solicitar.   
  
                Oferecemos ainda um encontro específico de duas horas com a equipe técnica e/ou coordenação pedagógica, a qual tem enfrentado situações muito difíceis frente ao grupo de docentes. Normalmente se deparam com a falta de compromisso dos educadores, as ausências em demasia, a alegação de que não têm tempo para entregar os registros burocráticos necessários para comprovação das situações de aprendizagem para aos pais, a falta de planejamento das aulas por parte dos docentes, a “rivalidade” interna de um segmento para com outro entre tantos outros fatores. Nosso intuito é auxiliar essa profissional a desenvolver com maior destreza e primazia seu papel na instituição onde trabalha, para que os gestores tenham menos problemas administrativos e financeiros com a troca de seus funcionários.

                      QUALIDADE POR UM PREÇO INACREDITÁVEL! 
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A beleza do BRINCAR com livros na infância! - 2ª parte

Andréa Camargo 16/10/2014
(2ª Parte)

                      Trouxe essa história de forma muito resumida por ter sido uma das que mais marcou minha infância! Por um lado por imaginar a construção dessa muralha a qual pintei várias vezes no papel e bem colorida com “canetinhas”. A diferença é que espalhei as pétalas pelo ar, para que alcançasse a todos. Por outro, pelo sentimento de amor! Sempre achei esse sentimento muito transparente, o que se mantém em grande parte da minha alma! Transparência é algo que eu não perdi ao longo da vida, mesmo em meio às perdas que ela me trouxe!  

                           Uma coleção que relato no tempo presente do verbo “ser”, pois está muito bem guardada há mais de 40 anos em casa! Uma relíquia! Quando abri todos os volumes hoje, para trazer um pouco mais dessa “beleza de brincar com livros” para os leitores, minha memória se acendeu e o cheiro, as imagens, as vontades, as brincadeiras, as histórias, o jeito que minha mãe lia para mim e o jeito que aprendi durante a alfabetização a ler, tudo aquilo voltou como se fosse ontem! 

(SOLICITE O TEXTO NA ÍNTEGRA EM: andrea@projetoparceria.com)

Será um prazer compartilhar com você!

A beleza do BRINCAR com livros na infância!


Andréa Camargo 16/10/2014
(1ª Parte)

                                  Numa obra autobiográfica (As palavras. Difusão Europeia do Livro, São Paulo, 1970), Jean-Paul Sartre fala da sua infância, de modo irônico e extremamente autocrítico, mas sem humor ou afetividade; no texto ele conta que foi um menino solitário e que seus brinquedos eram os livros da biblioteca do avô (materno) e os autores, motivos de brincadeira. Conta também que a primeira vivência de uma experiência estética da qual se lembra, aconteceu diante de uma coleção de livros infantis que ganhou de sua mãe.
                              “Devo a estas caixas mágicas – e não às frases equilibradas de Chateaubriand – meus primeiros encontros com a Beleza. Abrindo-os, eu me esquecia de tudo: isso era ler? Não, mas morrer de êxtase: de minha abolição nasciam imediatamente indígenas armados de zagaias, a selva, um explorador de capacete branco. Eu era visão, eu inundava de luz as belas faces de Auda, as suíças de Philéas Fogg. Liberta de si mesma enfim, a pequena maravilha se deixava converter em puro maravilhamento. A cinquenta centímetros do chão do assoalho nascia uma felicidade sem amo nem coleira, perfeita”.
                                Lendo esse texto sobre a infância de Sartre, relembrei da minha infância. Filha única, criada entre adultos, não tinha mais nenhum amigo “significativo” para brincar, com exceção dos meus amigos imaginários! Era uma criança muito “arteira” fato esse que fez com que minha mãe sempre me corrigisse entre boas chineladas e castigos. Cresci sem traumas, neuras, psicoses ou possibilidades de ser alguém “perigosa à sociedade”, caso esse muito raro nos dias de hoje! Até hoje, minha mãe, é minha melhor amiga. Refletindo sobre a beleza do brincar com livros e a felicidade que embala a infância, me lembrei de todos os livros, coleções de revistas, gibis, historinhas impressas ou recortadas de jornais, enciclopédias que ganhei da minha mãe. Devo muito da minha inteligência, segurança e educação a ela e as leituras que interpretei e ouvi. Uma das coleções (fotos que compartilho no face: Projeto Parceria) chama-se “O mundo da criança” com 14 volumes. Uma coleção cara para a época! Cada volume registra histórias e fatos sobre um tema específico. Um dos volumes (5) tem o título “A vida em vários países”. Trás muitos contos e lendas nacionais, mas também contém histórias de outros países.
                                Uma das histórias, A Muralha de Aldeída Rebelo, conta sobre a construção de uma muralha feita por dois arquitetos (Rodolfo e Alexandre) a pedido de um rei. Eles deveriam competir entre si para construir a muralha mais linda e perfeita, o vencedor receberia um prêmio. Como não seria possível cada qual construir sozinho uma muralha inteira combinaram que cada um construiria uma metade. Para testar a ação deles, surgiu um mágico que os avisou, logo que terminasse cada qual sua metade, ele sopraria um vento muito forte para testar a construção. Rodolfo fez a metade da muralha com pedras preciosas e ouro, esperando despertar a inveja nos “concorrentes”. Alexandre por sua vez, construiu sua metade com pétalas de flores. Ficou muito alegre e colorida. Ele esperava despertar a beleza e a arte nos rivais. Após algum tempo, a muralha ficou pronta, o mágico surgiu e fez o que havia prometido! Soprou um vendo muito forte! Obviamente você pode imaginar o final da história! Quem venceu? A parte da muralha feita com pedras preciosas começou a cair e desmoronou. A parte da muralha feita com pétalas resistiu ao vento furioso, pois havia sido feita com amor! Diferentemente da outra, que foram usadas doses excessivas de vaidade, arrogância e muito orgulho.

(SOLICITE O TEXTO NA ÍNTEGRA EM: andrea@projetoparceria.com)


Será um prazer compartilhar com você!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Educar com arte e a arte de educar


Dia do professor

                            Nesse dia tão especial quando todos esperam receber textos dos “papas” da Educação e suas reflexões, trago outra proposta. Dois textos de um jornalista William Lara. Antigo editor da revista Páginas Abertas e atualmente o novo coordenador de conteúdo do Jornal da Comunicação Corporativa, veículo da Mega Brasil Comunicação. Gostaria de compartilhar o texto abaixo que retrata um novo olhar sobre a educação e o papel do professor. Outro texto que sugiro foi publicado por William Lara “Desafio de ser professor”, pág. 19, no livro “Relações do Ensinar” da Ed. Paulus onde o próprio autor foi um dos organizadores.  


Texto: Educar com arte e a arte de educar
William Lara

                                   A tarefa da educação é delicada porque supõe, em princípio, amor, desprendimento, doçura, firmeza, paciência e decisão.
                                   Diversas obras já foram escritas sobre esse assunto. Quantas vezes professores e pais, cheios de entusiasmo e esperança, compram este ou aquele livro com o intuito de resolver um problema específico que os preocupa em relação à atitude de alunos e de suas crianças?
                                  Ao ler... vê-se tão fácil! Os livros contêm, às vezes, infinidades de teorias, fórmulas e até conselhos que parecem mágicos, com diálogos imaginados e reações quase perfeitas dos alunos e das crianças diante da iniciativa dos professores e dos pais. Se fosse apenas isso, na vida diária...
                                  No entanto, a realidade é outra. Quando os professores e os pais tentam colocar em prática alguns desses conceitos que acabam de ler e isso não sai como eles esperavam, pensam: "O que aconteceu? Onde está o erro, se fiz exatamente o que o livro dizia?"
                                  Acontece que "educar é uma ciência e uma arte; uma arte porque não tem regras fixas, ou seja, cada caso é diferente, cada circunstância é única".
                                  Um pequeno texto, uma palavra, um gesto, uma pintura, um desenho ou uma ajuda em uma situação em que não esperávamos pode preencher uma vida, mudar seus horizontes e abrir possibilidades para nós mesmos, pois muitas vezes entender, explicitar ou descrever é um bem, um exercício.
                                 Então...
                               O que podem fazer vocês, professores e pais, quando se sentem desorientados e aflitos? Às vezes querem se dar por vencidos ou descarregar a responsabilidade em um terceiro (coordenadores, psicólogos, etc.). Mas, no fundo, todos sabem que é sua responsabilidade dar aos alunos e filhos as ferramentas e respostas de que necessitam. São os educadores que devem ensinar-lhes o sentido da vida e capacitá-los para vivê-la.
                               O objeto da educação não está só no sentido literal do verbo “educar”, mas, sim, no modo como o fazemos, a forma como prosseguimos pensando, o tipo de distinções que apresentamos, a moral e a ética dos critérios em que baseamos o caminho a percorrer.
                            Educar é como ensinar alguém a andar ou a falar (nada de metafórico existe nessa comparação). Andar verticalmente e falar é a educação mais fundamental do modo de ser quem somos: humanos. Aprender a ler, a fazer contas e a dominar a técnica, o conhecimento científico e o processo de desenvolvimento de mais e mais conhecimentos no âmbito de uma comunidade em que estamos imersos é a mesma coisa que aprender a falar. Todos esses aspectos que enquanto adultos nos envolvem são distinções no âmbito do processo fundamental que nós próprios somos: um erguer e um puxar, um indicar de possibilidades, um mostrar de mundos, um incentivar e ajudar, um responsabilizar, autonomizar e cuidar.
                                  Em resumo, educar, desde os primeiros dias até os últimos, é deixar os outros serem humanos — ensinar, no sentido de educar, é muito mais difícil do que aprender. E por que isso é assim? Não apenas porque quem ensina deve dominar uma maior massa de informações e tê-la sempre pronta a ser utilizada, mas porque ensinar requer algo muito mais difícil, complexo e poderoso: deixar aprender.
                                 Quem verdadeiramente ensina passa realmente pelo aprender. Esse aprender, por sua vez, deixa de ser revelado e tem seu fundamento na liberdade individual.
                              O que aprendemos quando aprendemos a aprender? O que aprendemos quando somos educados? O que é a educação? Com base em que a educação ganha seu sentido, sua pertinência, sua vitalidade e seu caráter decisivo? A resposta é simples: educar é deixar surgir o homem e suas possibilidades.
                                   Por tudo isso, a educação é essencialmente um apontar de possibilidades, de distinções, de relações e de humanidade. Educar é abrir, é erguer, é questionar, é duvidar e ensinar a duvidar, é ser modesto em saber ajudar. Quem deve então educar quem? A resposta é a mesma que foi dada à pergunta “Quem ajuda quem?”.
                                  Viver é aprender. O tempo muda-nos porque tudo nos ensina. Passando o que passa, aprendemos o que fica. O passado fica da forma como para cada um de nós as coisas ganham seus significados, individualmente, em uma vida que é um permanente ter sido e um constante projetar de possibilidades. Uma chamada pelo nome, uma ajuda quando nada se esperava ou uma ideia tocada pelo entusiasmo, pela imaginação e pela vontade de partilhar, um olhar de cumplicidade, uma conversa sobre o que nunca se consegue ler, mas que sempre nos preocupou, ou simplesmente o brilho de um momento, o vislumbre de uma possibilidade que dá um sentido fundo ao que temos sido podem fazer muitas vezes tudo o que mais pode marcar um caminho e uma forma de estar no mundo.
                          Poderão questionar-se sobre que temas, assuntos, momentos ou histórias. Estamos aqui para falar...A resposta é esta: sobre todos.
                                    Na educação, o essencial não é o assunto ou o conteúdo, mas a perspectiva, o modo e a relação. Ou, antes, o objeto da educação não é um tema, como, por exemplo, a Geografia, a História, a Matemática, a Literatura ou as Artes Plásticas. Aquilo sobre o que a educação recai é um modo de ser, que cuida, que toma conta, que se envolve, deixa-se envolver e deixa ser.
                                   Ouvimos muita coisa sobre educação nos dias atuais. Mas, tanto ontem como hoje, o homem é ele mesmo a educação, o ser que se ergueu, que repara e que cuida. Cuidando e ajudando, chamando e sendo cúmplices dessa chamada para a escolha constante das infinitas possibilidades que cada um de nós tem pela frente, podemos abrir o caminho e verdadeiramente educar e educar-nos.
                      Uma hora é uma medida, uma bola é um passatempo e um conceito é um instrumento, mas cada um de nós é todo o mundo. São todos os mundos do mundo que a educação tem por tema. Assim, a qualquer momento em qualquer mundo, uma palavra, um gesto ou um olhar pode entrar e não mais sair. Se tivermos sabido ou podido preservar e deixar preservar esses momentos, podemos muito bem tocar não apenas naquilo que no momento estamos fazendo, mas toda uma vida — e isso é verdadeiramente o objeto do educar.