terça-feira, 14 de outubro de 2014

Educar com arte e a arte de educar


Dia do professor

                            Nesse dia tão especial quando todos esperam receber textos dos “papas” da Educação e suas reflexões, trago outra proposta. Dois textos de um jornalista William Lara. Antigo editor da revista Páginas Abertas e atualmente o novo coordenador de conteúdo do Jornal da Comunicação Corporativa, veículo da Mega Brasil Comunicação. Gostaria de compartilhar o texto abaixo que retrata um novo olhar sobre a educação e o papel do professor. Outro texto que sugiro foi publicado por William Lara “Desafio de ser professor”, pág. 19, no livro “Relações do Ensinar” da Ed. Paulus onde o próprio autor foi um dos organizadores.  


Texto: Educar com arte e a arte de educar
William Lara

                                   A tarefa da educação é delicada porque supõe, em princípio, amor, desprendimento, doçura, firmeza, paciência e decisão.
                                   Diversas obras já foram escritas sobre esse assunto. Quantas vezes professores e pais, cheios de entusiasmo e esperança, compram este ou aquele livro com o intuito de resolver um problema específico que os preocupa em relação à atitude de alunos e de suas crianças?
                                  Ao ler... vê-se tão fácil! Os livros contêm, às vezes, infinidades de teorias, fórmulas e até conselhos que parecem mágicos, com diálogos imaginados e reações quase perfeitas dos alunos e das crianças diante da iniciativa dos professores e dos pais. Se fosse apenas isso, na vida diária...
                                  No entanto, a realidade é outra. Quando os professores e os pais tentam colocar em prática alguns desses conceitos que acabam de ler e isso não sai como eles esperavam, pensam: "O que aconteceu? Onde está o erro, se fiz exatamente o que o livro dizia?"
                                  Acontece que "educar é uma ciência e uma arte; uma arte porque não tem regras fixas, ou seja, cada caso é diferente, cada circunstância é única".
                                  Um pequeno texto, uma palavra, um gesto, uma pintura, um desenho ou uma ajuda em uma situação em que não esperávamos pode preencher uma vida, mudar seus horizontes e abrir possibilidades para nós mesmos, pois muitas vezes entender, explicitar ou descrever é um bem, um exercício.
                                 Então...
                               O que podem fazer vocês, professores e pais, quando se sentem desorientados e aflitos? Às vezes querem se dar por vencidos ou descarregar a responsabilidade em um terceiro (coordenadores, psicólogos, etc.). Mas, no fundo, todos sabem que é sua responsabilidade dar aos alunos e filhos as ferramentas e respostas de que necessitam. São os educadores que devem ensinar-lhes o sentido da vida e capacitá-los para vivê-la.
                               O objeto da educação não está só no sentido literal do verbo “educar”, mas, sim, no modo como o fazemos, a forma como prosseguimos pensando, o tipo de distinções que apresentamos, a moral e a ética dos critérios em que baseamos o caminho a percorrer.
                            Educar é como ensinar alguém a andar ou a falar (nada de metafórico existe nessa comparação). Andar verticalmente e falar é a educação mais fundamental do modo de ser quem somos: humanos. Aprender a ler, a fazer contas e a dominar a técnica, o conhecimento científico e o processo de desenvolvimento de mais e mais conhecimentos no âmbito de uma comunidade em que estamos imersos é a mesma coisa que aprender a falar. Todos esses aspectos que enquanto adultos nos envolvem são distinções no âmbito do processo fundamental que nós próprios somos: um erguer e um puxar, um indicar de possibilidades, um mostrar de mundos, um incentivar e ajudar, um responsabilizar, autonomizar e cuidar.
                                  Em resumo, educar, desde os primeiros dias até os últimos, é deixar os outros serem humanos — ensinar, no sentido de educar, é muito mais difícil do que aprender. E por que isso é assim? Não apenas porque quem ensina deve dominar uma maior massa de informações e tê-la sempre pronta a ser utilizada, mas porque ensinar requer algo muito mais difícil, complexo e poderoso: deixar aprender.
                                 Quem verdadeiramente ensina passa realmente pelo aprender. Esse aprender, por sua vez, deixa de ser revelado e tem seu fundamento na liberdade individual.
                              O que aprendemos quando aprendemos a aprender? O que aprendemos quando somos educados? O que é a educação? Com base em que a educação ganha seu sentido, sua pertinência, sua vitalidade e seu caráter decisivo? A resposta é simples: educar é deixar surgir o homem e suas possibilidades.
                                   Por tudo isso, a educação é essencialmente um apontar de possibilidades, de distinções, de relações e de humanidade. Educar é abrir, é erguer, é questionar, é duvidar e ensinar a duvidar, é ser modesto em saber ajudar. Quem deve então educar quem? A resposta é a mesma que foi dada à pergunta “Quem ajuda quem?”.
                                  Viver é aprender. O tempo muda-nos porque tudo nos ensina. Passando o que passa, aprendemos o que fica. O passado fica da forma como para cada um de nós as coisas ganham seus significados, individualmente, em uma vida que é um permanente ter sido e um constante projetar de possibilidades. Uma chamada pelo nome, uma ajuda quando nada se esperava ou uma ideia tocada pelo entusiasmo, pela imaginação e pela vontade de partilhar, um olhar de cumplicidade, uma conversa sobre o que nunca se consegue ler, mas que sempre nos preocupou, ou simplesmente o brilho de um momento, o vislumbre de uma possibilidade que dá um sentido fundo ao que temos sido podem fazer muitas vezes tudo o que mais pode marcar um caminho e uma forma de estar no mundo.
                          Poderão questionar-se sobre que temas, assuntos, momentos ou histórias. Estamos aqui para falar...A resposta é esta: sobre todos.
                                    Na educação, o essencial não é o assunto ou o conteúdo, mas a perspectiva, o modo e a relação. Ou, antes, o objeto da educação não é um tema, como, por exemplo, a Geografia, a História, a Matemática, a Literatura ou as Artes Plásticas. Aquilo sobre o que a educação recai é um modo de ser, que cuida, que toma conta, que se envolve, deixa-se envolver e deixa ser.
                                   Ouvimos muita coisa sobre educação nos dias atuais. Mas, tanto ontem como hoje, o homem é ele mesmo a educação, o ser que se ergueu, que repara e que cuida. Cuidando e ajudando, chamando e sendo cúmplices dessa chamada para a escolha constante das infinitas possibilidades que cada um de nós tem pela frente, podemos abrir o caminho e verdadeiramente educar e educar-nos.
                      Uma hora é uma medida, uma bola é um passatempo e um conceito é um instrumento, mas cada um de nós é todo o mundo. São todos os mundos do mundo que a educação tem por tema. Assim, a qualquer momento em qualquer mundo, uma palavra, um gesto ou um olhar pode entrar e não mais sair. Se tivermos sabido ou podido preservar e deixar preservar esses momentos, podemos muito bem tocar não apenas naquilo que no momento estamos fazendo, mas toda uma vida — e isso é verdadeiramente o objeto do educar.



Desconectados ou Disconnect



Desconectados ou Disconnect é um filme surpreendente que as escolas deveriam trabalhar trechos dele! Um filme de Henry Alex Rubin, um realizador essencialmente conhecido pelos seus documentários fortes e imersivos como: “Who Is Henry Jaglom?” ou o quase oscarizado “Murderball – Espírito de Combate”.  Por isso não estranharemos que esse filme tenha um ritmo e alma documental.

Seus personagens vivem situações isoladas, dentro de seus “problemas familiares”, porém em determinado tempo irão invadir o espaço uma das outras.  Dentro dessas famílias existem muitas pessoas solitárias fisicamente, mas que usam da tecnologia e redes sociais para estarem “acompanhadas”. Nesse momento, entram os perigos na vida física e em suas rotinas.

A primeira família é composta pelo advogado Rich Boyd (Jason Bateman), Lydia Boyd, (Hope Davis), a sua mulher, a filha Abby (Haley Ramm) e o filho Ben (Jonah Bobo). Ben é um adolescente com alma sensível e introspectiva que vive para a sua música e que sente não fazer parte da sua família, vendo o seu pai como alguém incapaz de perceber os seus gostos e sem vontade de penetrar o seu universo interior. Numa situação perfeitamente fortuita cruza-se com Jason e Frye, dois incendiários e adolescentes da sua idade, que frequentam a sua escola e que a partir daí decidem divertir-se à sua custa. Sendo este um filme que tenta denunciar o vazio das vidas daqueles que se escondem atrás de nicks, fake profiles, que teclam e não dizem e que agem sem sentir, naturalmente o local da macabra farsa ocorre nas redes sociais da todo-poderosa net, o lugar onde a plenitude das aspirações se cruza com a vacuidade dos sentimentos. Momento certo para trabalhar com ADOLESCENTES E O BULLYING QUE SE EXPANDE. Sugiro que retirem trechos do filme, que abordarão somente essas relações.

Outra história que corre paralela num ambiente desolador, onde adolescentes e jovens adultos se exibem e aquecem a imaginação de voyeurs anônimos que escondidos atrás de ecrãs, vão pagando a preço de prata a satisfação, versão online. É neste estranho universo que a jornalista Nina (Andrea Riseborough) se interessa pela história de Kyle (Max Thieriot), um jovem e muito solicitado astro desta nova versão do velhinho Peep Show. Nina tenta convencê-lo a contar a sua história na TV, ao que Kyle após muita resistência aceita, tentando mudar “a sorte” da sua vida e de outros que ali (tão jovens) se “prostituem”. Interessante extrair trechos desse filme, onde essa história acontece, pois o que é registrado ali está muito mais próximo do que imaginamos! ISSO ACONTECE NOS DIAS DE HOJE COM ADOLESCENTES DE QUALQUER CLASSE SOCIAL.

Para completar esta encruzilhada virtual, falta contar a história de Cindy (Paula Patton) e Dereck (Alexander Skarsgard), um casal que passou pela tragédia da perda de um filho e que vive completamente desconectado de tudo. Enquanto Dereck vegeta em cassinos online, Cindy utiliza a rede para vender pequenos artigos que produz e para exorcizar as suas mazelas emocionais em chats de grupos de ajuda. Mas como vêm a descobrir, nada é absolutamente seguro no mundo virtual e após terem sido invadidos por um malicioso trojan, são espoliados de todas as suas economias. É nessa situação desesperadora, que conhecem Mike Dixon (Frank Grillo), um detetive privado especialista em crimes informáticos e pai de Jason.

O filme é repleto de bons diálogos e bons silêncios. O grande mérito desse filme é uma pergunta que fica no ar: são as nossas vidas mais vazias pela estéril e impessoal modernidade que nos distancia uns dos outros, ou estarão tão vazias as nossas vidas que a fria tecnologia veio apenas ocupar um lugar vago?


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Projeto Interdisciplinar. Tema: Água


Projeto Interdisciplinar. Tema: Água

Professores do Fundamental II e Ensino Médio

                         Cada docente poderá abordar os respectivos assuntos, como textos complementares ou suplementares, dentro dos capítulos que o material que você utiliza na escola, exige enquanto conteúdo programático (seja sistema de ensino ou livros) interligue com o conteúdo programático que será ministrado ao longo do ano, não importando o bimestre ou trimestre.  
                          
                       Associe ainda com: Educação Ambiental, Educação Financeira, Sobrevivência, mudança de hábitos, conservação de recursos naturais, a política e a água, leis (direitos e deveres), microbacias e transposições de rios (como São Francisco), ações onde moram (o que está sendo feito nos condomínios e estabelecimentos comerciais), mudanças climáticas, curiosidades negativas como (a água perdida em tubulações envelhecidas ou desviada por ligações clandestinas chega a 38% da oferta total. Na região Norte esta perda chega a 52%) discutir inteligência racional e emocional, relação da Amazônia com a falta d’água....  

Química/ Física/ Matemática
Geografia / História / Ciências/ Filosofia / Sociologia
Línguas/ Arte
·         Propriedades,
·         Polaridade,
·         Dissolução,
·         Tensão superficial,
·         Densidade,
·         Calor,
·         Salinidade,
·         Componentes,
·         Nutrientes,
·         Gases,
·         % do uso da água,
·         Projeções em anos e meses,
·         Cálculos de uso por pessoa, população (cidade, estado),
·         Cota populacional, cotas mundiais...
·         Colapso,
·         Como prevenir escassez,
·         Irrigação,
·         Meio ambiente,
·         Perfil dos países e estados que possuem saídas (aquíferos),
·         Dessalinização da água do mar,
·         Beber esgoto será a saída (Orange County),
·         Águas subterrâneas,
·         Agricultura / Indústria/ Comércio,
·         Reuso é economia,
·         Mau uso por gerenciamento,
·         Diferenças entre profissões (ambientalistas x engenheiros ambientais),
·         Geopolítica e a Geociência,
·         Espremer névoa (Vila de Chugungo),
·         Açudes subterrâneos (Ouricuri, sertão de Pernambuco),
·         Leis e acordos...
·         Novos termos: inexoravelmente condenados, dessalinização,
·         Expressões: “entrando pelo cano” ou ainda em Inglês: “to come a cropper” ou “entrar en el tubo”,
·         Variações linguísticas: “trabanieblas” (pára-névoas),
·         Registro: instituições e associações (Embrapa) outros órgãos e leis em defesa e proteção,
·         Lendas nacionais, internacionais, contos, músicas, dança, teatro... 

Sugestão de sites:


http://www.abas.org/educacao.php

http://super.abril.com.br/ciencia/era-falta-d-agua-441456.shtml

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/08/falta-dagua-em-cidades-tem-ver-com-devastacao-desenfreada-da-amazonia.html







Coordenador Pedagógico


                     Se você enquanto gestor ou coordenador pedagógico já possui o perfil abaixo na maioria dos docentes da sua equipe, parabéns! As conquistas e o trabalho acontecerão naturalmente com êxito! Caso ainda não tenha, leia alguns livros abaixo para melhor orientá-lo na formação desse perfil! Uma equipe nada coesa, gera muitos conflitos internos! 

                     Se preferir, ligue e agende um horário. Vamos conversar a respeito dos problemas de sua equipe e reorganizar um curso personalizado para cada segmento!   


Perfil do docente de qualquer ciclo.

ü Criador de ambientes de aprendizagem
ü Orientador do processo de desenvolvimento do aluno.
ü Cidadão capaz de levar o aluno a refletir sobre o que produz.
ü Articulador de hipóteses.
ü Estimulador das diversificadas alternativas.
ü Sistematizador do próprio conhecimento.
ü Possuidor de maturidade afetiva.
ü Ético e Responsável.
ü Possuidor de habilidade de relacionamento intra e interpessoal.
ü Facilitador no trabalhar em equipe.
ü Criador de projetos.


Sugestões bibliográficas:

ü Como lidar com pessoas difíceis. Alan Houel e Christian Godefroy. Ed. Madras.

ü    Motivar os professores. Ramiro Marques. Ed. Presença.

ü  O coordenador pedagógico e o espaço da mudança. Diversos autores. Ed. Loyola.

ü  O coordenador pedagógico e a educação continuada. Diversos autores. Ed. Loyola.

ü  O coordenador pedagógico e a formação docente. Diversos autores. Ed. Loyola.

ü  Formação de professores. Saberes, identidade e profissão. Valter Soares Guimarães. Ed. Papirus.

ü Educar é sentiras pessoas. Hamilton Werneck. Ed. Ideias e Letras.

ü  Dicionário em construção. Ivani Fazenda. Ed. Cortez.

OBS: Nesse livro a autora abordará vários aspectos da interdisciplinaridade como: coerência, contextualização, harmonia, identidade, estética, humildade, mudança... Vale à pena conferir alguns pontos, antes de propor ao grupo que lancem projetos interdisciplinares em demasia, principalmente para professores do Fundamental II e Ensino Médio.   

ü  Aulas Vivas. Tese (e prática) de Livre Docência. Marcos Tarciso Masetto. Ed. MG

OBS: Prof. Marcos Tarciso Masetto, aposentado pela USP e atualmente prof. da PUC. Mesmo que ele seja especialista em docência superior, vale a pena conferir seus fundamentos e pensamentos sobre qualificação no Ensino Superior, os quais têm sido aplicados nas universidades, das quais “são jogados no mercado” muitos professores! Veja outro livro dele em PDF do mesmo autor no endereço:

http://imagem.casasbahia.com.br/html/conteudo-produto/12-livros/1679247/1679247.pdf



domingo, 28 de setembro de 2014

Palestra: Tecnologia Educacional

Palestra: Tecnologia Educacional

“São três os analfabetismos por derrotar hoje: o da lecto-escritura (saber ler e escrever), o sociocultural (saber em que tipo de sociedade se vive) e o tecnológico (saber interagir com máquinas complexas). Toda escola incompetente em algum desses aspectos é socialmente retrógrada”. Hugo Assmann, 1998.
Tópicos para roteiro da palestra (fundamentando com nossa proposta pedagógica):

Ø  Que o professor possua uma capacidade pessoal de entender as coisas, aprender e descobrir. Adaptar-se e inventar perspectivas críticas. 

Ø  Só podemos criticar o que conhecemos.

Ø  Sofremos um tempo para aceitar a inserção tecnológica. Hoje acreditamos que a boa tecnologia nos oportunizará a aplicarmos excelentes aulas.

Ø  Para Neil Postman “a mudança tecnológica não é nem aditiva nem subtrativa”.

Ø  Um conto sobre o rei Tamuz e o deu Troth.  

Um dia o rei Tamuz recebeu o deus Thoth, inventor, entre muitas outras coisas, da escrita. Segundo o deus Thoth cada uma das suas invenções, particularmente a escrita, iriam tornar Tamuz um rei reconhecido e indispensável para o seu povo. No entanto, o rei quis saber da utilidade de cada uma das invenções, por exemplo, da escrita. Para Thoth a escrita era a maior façanha de todas. Aquela que iria melhorar tanto a sabedoria como a memória do povo. Tamuz retorquiu que o inventor de uma arte não pode ser o melhor a ajuizar sobre o bem ou mal que esta provocará a quantos a aplicarem. Muitas vezes em vez do bem que se anuncia é o mal que chega. Para Tamuz a escrita é disso um exemplo: aqueles que a utilizarem deixarão de exercitar a memória e tornar-se-ão esquecidos, pois confiam que a escrita lhes trará á lembrança coisas. Esta confiança nos sinais gráficos fá-los perder a confiança nos seus próprios recursos. A escrita serve assim para rememorar e não para desenvolver a memória. É ilusória a sabedoria que se espera. Os alunos terão fama de a possuírem isso não corresponde á verdade, pois receberão uma quantidade de informação sem a instrução adequada. Considerar-se-ão muito conhecedores, mas serão bastante ignorantes. Estão cheios do conceito de sabedoria, mas não de verdadeira sabedoria. Eis como a tecnologia que se anuncia como beneficente afinal prejudica. Este é também um ponto de partida utilizado por Postman para uma crítica da influência da tecnologia sobre as culturas onde são recebidas. Para Tamuz a escrita era algo apenas negativo. Postman considera que é um erro supor que as inovações tecnológicas têm um efeito unívoco. A tecnologia pode ser ao mesmo tempo um mal e um bem. A tecnologia tem sempre esta biunivocidade sobre a cultura. Não se pode anunciar apenas um dos sentidos. O meio termo é o resultado que se obtém da negociação entre a cultura e a tecnologia.

Ø  A tecnologia não enfada, nem salva, não diminui, nem aumenta competências.

Ø  Tecnologia é conhecimento aplicado, é saber do “ser” e “sobre” o humano e sucessivamente o aluno.

Ø  As tecnologias não podem estar voltadas ou serem construídas sobre os velhos ideais de ensino.   

Ø  Seguindo a linha sobre a atuação do coordenador, podemos acrescentar: Como o coordenador pedagógico pode orientar o professor a trabalhar com a tecnologia em sala de aula? A visão pedagógica sobre a tecnologia. Ex: usando os projetos interdisciplinares.   
                                                                                    
Ø  “A educação que nós oferecemos às nossas crianças ainda é a mesma que era oferecida no século passado” Marc Prensky. Ver a entrevista dele em: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,professor-deve-ajudar-aluno-a-ser-autodidata-,989677,0.htm
'Professor deve ajudar aluno a ser autodidata'
Cunhador do termo 'nativos digitais', escritor afirma que escola investe na tecnologia de maneira obsoleta, 28 de janeiro de 2013.

Ø  Pela fala de Marc Prensky, citada acima, existe a necessidade em adaptar a tecnologia dentro do “formato” da proposta pedagógica do seu colégio. O professor é mediador do saber.  

Ø  O princípio do formato da aula que Marc Prensky sugere é o da sondagem. Descobrir o que e quanto os alunos sabem.

Ø  Problematizar é adaptar um contexto, um conceito. É usar a tecnologia para pesquisar “assuntos úteis”. Quanto o professor desperta o interesse?

Ø  O professor deve ter objetivos claros com relação ao motivo em usar determinada tecnologia correlacionada ao conteúdo “norteador e gerador” ministrado naquele momento.    

Ø  A partir desse momento, depois da apresentação inicial, inserir alguns exemplos, exercícios e projetos relacionados aos conteúdos ministrados. Como exemplo, estimular o início do exemplo com situação problema ou problematizar:

v “Um menino em excursão numa fábrica de perfumes questiona sobre a quantidade adequada de essência para a fabricação dos perfumes (para explicar a concentração de soluções para o Ensino Médio).

v  “Um garoto do Ensino Médio, que acabou de aprender na aula como calcular a concentração, vai para o sítio do tio. Observa como o tio retira a água do poço e percebe como ajudá-lo com relação à quantidade de soro a ser colocada na água”.

Ø  Também poderão ser mencionadas as ferramentas para uso em sala, lembrando que um planejamento nos moldes anteriores, levará, com a utilização desses recursos, um tempo maior para elaboração e não aplicação. São eles:

Ø  Softwares Educacionais.
Ø  Lousa digital.
Ø  Fóruns de discussão e chats.
Ø  Laboratórios multidisciplinares.
Ø  Sistema de testes e provas eletrônicas.
Ø  Simulados eletrônicos.
Ø  Simulações que exemplificam fenômenos físicos e químicos (como exemplo a Ludoteca da USP).
Ø  Avatar.
Ø  Facebook, Internet (pesquisa), Blogs, redes sociais em geral.  

Ø  Para saber mais:
v  “Não me atrapalhe mãe – Estou aprendendo!” , Marc Prensky, Ed. Phorte.
v  “Aprendizagem baseada em jogos digitais” , Marc Prensky, Ed. Sdenac.
v  “Geração Y, o nascimento de uma nova versão de líderes”, Sidnei Oliveira, Ed Integrare.
v  “Tecnologia e Inclusão social: repensando a divisória digital”, Mark Warschauer, Ed. Senac.
v  Alfabetização tecnológica do professor, Marisa Narcizo Sampaio, Ed. Vozes.
v  Bate-papo na net sem segredos – manual de sobrevivência para filhos, pais e educadores, Aury Rondon, Ed. Érica.                   

Blogs sobre mídias educacionais:
As tecnologias da informação e comunicação favorecem uma nova postura frente ao processo ensino-aprendizagem, que já não se satisfaz mais com a informação transmitida pelo professor, mas prioriza o conhecimento construído pelos alunos. Apresenta esse pensamento no artigo “Ciência e cidadania”, publicado na Scientific American Brasil (ed.59, abr.2007). Afirma que “O Brasil está caindo num fosso educacional. Se não mudarmos de atitude, não haverá mais volta”. “Sem investir no potencial humano, é melhor esquecer a ideia de fazer o Brasil crescer”. Esse projeto investe na educação infanto-juvenil para a formação científica.

Seguem os links da palestra sugeridos:
Eduardo e Mônica

Tecnologia X pedagogia

Objetos educacionais

“As tecnologias evoluem em quatro direções fundamentais:
do analógico para o digital (digitalização)
do físico para o virtual (virtualização)
do fixo para o móvel (mobilidade)
do massivo para o individual (personalização)”.

Carly Fiorina, ex-presidente da HPackard